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Neymar

Neymar desabafa sobre pressão no Brasil: 'Por que não posso fazer as coisas normais?'

Jogador relembra sacrifícios desde a base e afirma que atletas também são pessoas comuns fora de campo

30 mar 2026 - 17h06
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Neymar fez um desabafo em seu canal do YouTube ao falar sobre os desafios da carreira desde muito jovem e o peso da cobrança enfrentada no futebol brasileiro. O atacante destacou as renúncias feitas ainda na adolescência e afirmou que a pressão no país muitas vezes ignora o lado humano dos jogadores.

Neymar em treino do Santos
Neymar em treino do Santos
Foto: Reprodução/Instagram/@neymarjr / Estadão

O camisa 10 contou que, desde cedo, precisou abrir mão de experiências comuns da juventude para seguir o sonho no esporte. Segundo ele, a dedicação exigida pelo futebol impôs uma rotina diferente da dos amigos, mas sempre guiada por um objetivo maior.

Ao relembrar o início da trajetória, Neymar destacou que a rotina de treinos e jogos limitava sua convivência social. Apesar da frustração em alguns momentos, ele afirma que o propósito o mantinha motivado.

"Eu não viajava com o colégio, não ia para o cinema com os amigos à noite, porque eu não podia, porque tinha treino e o jogo no dia seguinte de manhã. Eu falava, pô, caralh*, meus amigos tudo na escola lá e eu aqui, em casa, olhando para o teto. Mas tinha um propósito, tinha um porquê e eu entendia isso. Ficava chateado? Ficava chateado, mas no dia seguinte eu estava felizão, porque eu estava jogando bola", iniciou.

"Eu estou há mais de 20 anos nessa daí. É um pouco do preço, assim, ser jogador, sabe? É difícil. É difícil porque o Brasil é muito massacrante, assim. A galera te massacra demais. E eles não entendem que você é uma pessoa normal. Tudo certo, é fod*, porr*. Sou grato pra caralh*, mas eu trabalhei pra isso", completou.

O atacante também ressaltou que, apesar da fama e das conquistas, continua sendo uma pessoa comum, com emoções e dificuldades como qualquer outra. Para ele, a cobrança exagerada desconsidera esse aspecto.

"Mas eu também sou ser humano. Tenho os mesmos sentimentos que você. Eu também sofro, eu sinto dor. Acordo de mau humor, choro, fico put*, fico feliz. Eu sou normal, ué. Por que eu não posso fazer as coisas normais? Você, não sei qual é a sua profissão, mas quando você tem uma folguinha... O que você faz? Você vai trabalhar de novo na sua folga? Porque tu não vai receber não, filho. Teu chefe não vai te pagar de novo", concluiu.

Estadão
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