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'Cotovelada e chute na canela': postura do Paraguai é criticada em duelo contra a França na Copa

As cenas de provocações e gestos agressivos dos jogadores do Paraguai durante a partida contra a França, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, no sábado (5), não passaram despercebidas. Na manhã deste domingo (6), além da repercussão das declarações dos próprios atletas após o confronto, diversos veículos internacionais analisaram o comportamento dos paraguaios, bem como a atuação da arbitragem.

5 jul 2026 - 11h46
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No dia seguinte ao duelo das oitavas de final entre os Bleus e a Albirroja do Paraguai, vencido pela França por 1 a 0, a imprensa internacional destacou uma partida difícil, marcada por "cotoveladas, empurrões e chutes nas canelas", como definiu o Washington Post. A CNN resumiu o futebol paraguaio como "físico e brusco, por vezes beirando a falta de espírito esportivo".

"É espantoso que o Paraguai não tenha recebido nenhum cartão amarelo", escreveu o L'Équipe. O principal diário esportivo francês relatou "provocações permanentes, incentivadas pela complacência do árbitro" e afirmou que os jogadores franceses "precisaram desviar dos golpes" para se proteger.  A seleção francesa "enfrentou uma equipe maliciosa, que multiplicou golpes baixos", apontou o jornal Ouest France.

"Se tivermos de resumir, isso é o que se chama uma catástrofe da arbitragem", criticou Tony Chapron, ex-árbitro internacional, em entrevista à rádio Franceinfo, na qual aponta uma "ausência total de preparação" de Ilgiz Tantashev, árbitro que apitava pela primeira vez em uma Copa do Mundo. "Ele não sabe arbitrar uma partida como essa, não estava à altura do desafio. Todo mundo sabia que o Paraguai jogaria dessa forma", afirmou.

"Futebol sujo"

Em entrevista à emissora francesa M6, Kylian Mbappé resumiu o sentimento de seu time: "Mostramos que não somos apenas uma equipe que sabe jogar um futebol ofensivo. Se for preciso meter as mãos na m..., vamos meter as mãos na m...". O capitão acrescentou ainda que os paraguaios imaginavam que a França viria "de smoking" para jogar um futebol bonito, mas que os franceses também sabiam praticar o "futebol sujo".

Bradley Barcola, substituído por Désiré Doué na metade do segundo tempo, também se mostrou impactado pela dureza do confronto. Na zona mista, o francês afirmou nunca ter jogado uma partida daquelas, mencionando "golpes traiçoeiros".

Os paraguaios "jogaram qualquer coisa, menos futebol", avaliou a rede americana NBC, que acredita que o objetivo da equipe era "frustrar" os adversários. "Foi uma partida desagradável", sentenciou o jornal esportivo espanhol As.

"Nos minutos finais, a partida ficou ainda mais agressiva, com chutes, confrontos físicos e faltas", observou o El Mundo. Embora o jornal espanhol considere que o problema tenha envolvido "as duas equipes", reconheceu que a linha tênue entre defesa e brutalidade era "talvez a única oportunidade para o Paraguai realizar o impossível" e eliminar os franceses, após já ter superado a Alemanha.

Já alguns jornais sul-americanos se mostraram mais indulgentes com a atitude paraguaia. É o caso do argentino Clarín, que abre sua reportagem destacando um Kylian Mbappé que teria "perdido a cabeça" e descreve uma seleção francesa que, "à medida que os gols demoravam a sair", "mudou de atitude" e se tornou "cada vez mais hostil".

A resposta do jornal francês Le Figaro veio em tom irônico: "É uma questão de ponto de vista".

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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