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Inspirado em Ceni e no futsal, goleiro Wilson vira artilheiro no Coritiba

Jogador tem 12 gols na carreira e começou a ser ativo no ataque quando ainda estava nas quadras

25 jan 2019
04h40
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Depois de o futsal contribuir muito para atacantes aprimorarem a técnica e o drible, como foi com Neymar e Ronaldinho, agora é a vez de um goleiro se beneficiar da bagagem na modalidade. Wilson, do Coritiba, tem 12 gols na carreira marcados em pênaltis e faltas executados graças à experiência das quadras.

A batida firme na bola e o costume de marcar gols vieram dos tempos em que ele era garoto e jogava futsal por clubes como Flamengo, Fluminense e Vasco. "Eu aprendi a jogar bem com o pés na época do futsal. Eu sempre era um dos artilheiros dos times. Como sempre tive chute forte, nos escanteios e laterais rolavam a bola para eu bater. Cheguei até a marcar gol chutando da minha área", explicou o goleiro.

Wilson começou o ano com gol sobre o Foz do Iguaçu
Wilson começou o ano com gol sobre o Foz do Iguaçu
Foto: Divulgação/Coritiba / Estadão

Wilson começou a temporada 2019 com gol. No último domingo, marcou de pênalti na vitória por 4 a 0 do Coritiba sobre o Foz do Iguaçu, pelo Campeonato Paranaense. As faltas também são uma especialidade. O primeiro gol na carreira profissional dele veio dessa forma, em 2009, ainda pelo Figueirense, na Série B.

O jogador intensificou os treinos de tiros livres nos últimos meses, para poder marcar pelo Coritiba também nesse tipo de lance. Colegas que jogam na linha praticam as cobranças junto com Wilson e até lhe fazem perguntas sobre qual a melhor forma para bater na bola.

Além do apoio e confiança de técnicos em defini-lo como cobrador, Wilson afirma que o sucesso de Rogério Ceni o ajudou a ter oportunidades. "O Rogério é o maior goleiro-artilheiro do futebol e abriu as portas para os que vieram na sequência. Os treinadores passaram a dar mais chances e os goleiros quebraram a resistência", disse.

Outro personagem decisivo para a carreira de Wilson foi Ubirajara Alcântara. Em 1970, o então goleiro do Flamengo foi o primeiro jogador da posição a marcar um gol pelo clube e anos depois, já como preparador de goleiros, incentivou o então jovem jogador a treinar chutes.

Wilson também tem no currículo participações importantes na defesa de pênaltis, como em 2017, quando chegou a pegar dois em um mesmo jogo do Campeonato Brasileiro, contra o Sport.

Mas entre defender e converter um pênalti, Wilson não tem dúvida sobra qual lance é mais vibrante. "Meu primeiro objetivo é não tomar gol. Defender pênalti é maravilhoso, mas a emoção de fazer gol é indescritível", comparou.

Estadão

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