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O dia em que o Internacional "roubou" o título do Timão

Em 76, o Corinthians tentava sair da fila depois de 22 anos, mas perdeu a decisão do Brasileiro

31 out 2020 08h00
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12 de dezembro de 1976. Estava tudo pronto para a festa. Vinte e dois anos depois, a Fiel contava as horas para soltar o grito de campeão. Sim o adversário era o Internacional de Falcão, Valdomiro, Dadá Maravilha, que lutava pelo bicampeonato brasileiro. Pouco importava, depois de eliminar a Máquina Tricolor no Maracanã, na histórica Invasão Corintiana, ninguém pararia o Timão. Estava escrito nas estrelas.

Valdomiro fez o segundo gol do Inter contra o Corinthians, em 76
Valdomiro fez o segundo gol do Inter contra o Corinthians, em 76
Foto: Reprodução/TV / Reprodução


A garrafa de Cereser já estava na geladeira e os vizinhos preparavam a comemoração. Com nove anos, o garoto entrou no oba-oba geral e xingou José Roberto Wright pra valer, quando ele marcou uma falta pra lá de suspeita de Zé Maria em Falcão. Suspeita não, inventada, e ele não quer e não precisa rever a imagem hoje em dia para ter certeza disso. Tudo bem que a matada de peito do Falcão foi linda e elegante, mas que ele se jogou, se jogou. E adivinha só o que aconteceu? Depois de a bola explodir na barreira, Dadá Maravilha parou no ar e abriu o placar de cabeça.

Não satisfeito, Wright resolveu inventar outra falta para o Internacional no segundo tempo. Batista vinha enfileirando a defesa corintiana, até ser parado na bola pelo saudoso Ruço, que deu um carrinho preciso. Queria ver esse juiz marcar essa falta nas nossas peladas aqui nas ruas do Brás. Nem quebrou a perna, nem nada, pensou o garoto, cada vez mais irritado.

Na cobrança de Valdomiro, a bola bateu no travessão e? Para Wright, ela não tinha entrado. Só que o bandeirinha correu para o meio de campo e o gol foi confirmado. Não havia milhares de câmeras como hoje em dia e não dava pra saber se a bola tinha entrado ou não. Depois de um tempo, apareceu uma imagem que os antis dizem que mostrou a bola entrando. Mas naquela altura do campeonato, o garoto já tinha ido pro quarto com a certeza de que o Corinthians havia sido roubado mais uma vez e ponto final. Até quando?

Quarenta e quatro anos depois, ele só lamenta que com a bolinha que o Corinthians vem jogando hoje em dia, vai ser difícil jogar nas costas do juiz uma derrota para o Internacional.

 

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