Diniz abre o jogo sobre situação financeira do Corinthians
O Corinthians enfrenta crise esportiva e financeira, acumulando quatro derrotas seguidas no Brasileirão após perder para a Chapecoense. O clube lida com atrasos nos direitos de imagem e premiações, preocupando atletas do elenco. Em coletiva, o técnico Fernando Diniz defendeu a dedicação do grupo, descartou que a instabilidade financeira seja a causa principal dos tropeços e admitiu frustração após promessas de pagamento não cumpridas, sem previsão exata de quitação.
O Corinthians lida com uma crise dupla nesta fase da temporada, dividindo as atenções entre o desempenho ruim no Campeonato Brasileiro e os problemas financeiros. A equipe acumula resultados negativos em campo enquanto a diretoria tenta resolver pendências salariais do elenco.
O cenário esportivo sofreu um novo revés no último domingo (06), na Neo Química Arena. O time paulista foi superado por 2 a 1 pela Chapecoense, em duelo válido pela 26ª rodada da competição nacional, registrando a sua quarta derrota consecutiva.
No departamento financeiro, o grupo masculino enfrenta atualmente um mês de atraso no pagamento dos direitos de imagem. O cenário se agrava com a falta de repasse de premiações referentes às participações na Copa Libertadores e no torneio nacional.
Durante a entrevista coletiva após a partida, o técnico Fernando Diniz analisou a situação. O comandante descartou que a instabilidade financeira seja a causa principal para a atual sequência de derrotas apresentada pela equipe.
"Eu não acho que esse seja o fator para os jogadores estarem deixando de vencer um jogo ou oscilando. Esse não é o fator principal, não vejo isso no time. Os jogadores estão se dedicando nos treinamentos", avaliou o treinador ao defender o grupo.
O custo mensal dos direitos de imagem corintianos gira em torno de R$ 10 milhões, vencendo sempre no dia 20. A diretoria chegou a acumular dois meses de dívida, quitando a parcela de junho recentemente, situação que preocupa abertamente atletas como Memphis Depay.
Mesmo ciente da dificuldade estrutural, o técnico exige foco nas competições. "Isso é uma coisa ruim, não é uma coisa boa. Só que é uma coisa que, se estiver acontecendo, a gente tem que dar um jeito de superar dentro do campo", pontuou.
O planejamento inicial da diretoria corintiana previa uma rápida solução para essas pendências financeiras. A perspectiva repassada aos profissionais era de que o acerto dos valores atrasados fosse efetuado na semana anterior, promessa que não se concretizou por questões de caixa.
"Pelo que eu sei, estão se empenhando ao máximo para poder acertar os salários o quanto antes. Tinha a perspectiva de pagar na semana passada, não conseguiu, teve um desencaixe aí", revelou Diniz, confirmando que agora não existe uma data precisa para o pagamento.
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