Andrés Sanchez é expulso do Corinthians
Presidente do Corinthians de 2007 a 2012, e de 2018 a 2020, Andrés Sanchez foi julgado nesta segunda. Entenda a acusação:
O Conselho Deliberativo do Corinthians expulsou Andrés Sanchez do clube nesta segunda-feira (25). O ex-presidente do Timão foi acusado de uso indevido do cartão corporativo para despesas pessoais.
Dos 167 conselheiros presentes no Parque São Jorge, 112 votaram pela expulsão e 49 votaram pela não expulsão. Houve ainda seis abstenções.
Segundo a investigação interna, Andrés utilizou o cartão de crédito corporativo do clube para gastos pessoais. O valor apontado como irregular chega a R$ 480 mil, considerando correção monetária e juros, em despesas realizadas entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021.
Andrés Sanchez teria utilizado o cartão corporativo para relógios de luxo; compras no duty free, em lojas de roupas, em farmácias e em frigoríficos; atendimento em hospital; exames em laboratório de análises clínicas; serviços de barbearia; hospedagem em hotel e refeição em restaurante em Tibau do Sul (RN).
O presidente do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão, recomendou a expulsão de Andrés Sanchez, e o destino realmente foi esse.
"Trata-se de situação que ultrapassa o campo da tolerabilidade institucional e compromete, de forma relevante, a confiança que deve existir entre o associado e a entidade", aponta trecho do parecer. O documento ainda afirma que a ausência de comprovação objetiva da finalidade institucional dos gastos reforça a conclusão de uso inadequado dos recursos do clube.
Em contrapartida, Andrés Sanchez argumenta que não há política interna que discipline o uso do cartão corporativo, que os gastos estavam inseridos "em ambiente institucional de informalidade pretérita" e por vezes se confundiu com o uso do cartão pessoal. O ex-presidente do Corinthians alega que não agiu de má-fé.
Além do processo administrativo interno, Andrés responde judicialmente por acusações ligadas ao cartão corporativo. Ele é acusado de apropriação indébita.
Durante a votação desta segunda, centenas de profissionais do clube e integrantes da Polícia Militar e da Polícia Civil reforçaram a segurança da sede social do Corinthians. Torcidas organizadas do Timão se manifestaram com faixas, divergências surgiram.
Andrés Sanchez foi presidente do Corinthians em dois mandatos: de 2007 a 2012, e de 2018 a 2020.
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