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À espera de novo clube, volante Ralf mantém treinos em casa e descarta aposentadoria

Jogador de 36 anos está sem jogar desde que deixou o Avaí, em fevereiro, e aguarda propostas para definir o próximo time

19 abr 2021
20h02 atualizado às 20h02
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20h02 atualizado às 20h02
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Aos 36 anos, o volante Ralf está ansioso por uma nova oportunidade no futebol. O jogador com passagem pela seleção brasileira e um longo histórico de títulos pelo Corinthians está sem clube desde fevereiro e não pensa em se aposentar. Enquanto cumpre treinos físicos em casa para manter a forma, ele disse ao Estadão que aguarda propostas de clubes e garante que mesmo distante do futebol nos últimos meses não perdeu a forma.

Ralf teve o Avaí como último clube. A passagem pelo time catarinense terminou em fevereiro, ao fim do Brasileirão da Série B. Desde então, o volante está em São Paulo e cumpre uma rotina de treinos para se manter preparado e analisa propostas. "Tenho conseguido me adaptar para treinar, manter minha forma sempre respeitando as regras determinadas pelas autoridades de saúde", afirmou.

O volante teve duas passagens pelo Corinthians e acumulou títulos importantes pelo clube. Foi duas vezes campeão brasileiro, ganhou três vezes o Campeonato Paulista e participou do grupo campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes de 2012. A última passagem terminou em janeiro do ano passado. O então técnico do Corinthians, Tiago Nunes, decidiu que Ralf estava fora dos planos da equipe. O contrato foi rescindido.

Logo depois a pandemia do novo coronavírus mexeu com o calendário do futebol e o jogador ficou sem clube até maio, quando o Avaí o contratou por uma temporada. Agora em 2021, o volante volta a viver o impasse sobre qual será o novo destino. Ralf garante não ter preferência entre times brasileiros ou do exterior. Fora do Brasil, ele atuou entre 2016 e 2017 pelo Beijing Guoan, da China.

"Meus representantes têm conversado com algumas equipes e vou privilegiar aquele clube que me oferecer boas condições de trabalho, uma boa estrutura, um bom ambiente e condições de treinamento. A ideia é ter um respaldo nessas questões para que eu possa retribuir dentro de campo o que o clube me oferecer", disse Ralf.

Apesar de estar sem clube, o jogador garante que não sentirá o ritmo de jogo quando voltar ao futebol. "Eu sou um cara privilegiado fisicamente para aguentar muitos jogos, mesmo que isso seja desgastante. Faço meus complementos físicos antes e depois dos jogos e aguento o ritmo sem grandes problemas", comentou o volante.

AMIZADES E FUTURO

Ralf ainda tem uma grande amizade com um dos maiores parceiros dos tempos de Corinthians. A dupla com Paulinho fez história pelo entrosamento em campo e foi a base de um dos períodos mais vitoriosos do clube. Até hoje os dois são bem próximos. "Paulinho é meu irmão. Nossa parceria foi abençoada. Fomos muito felizes juntos no Corinthians. Falo com ele diariamente", contou. Paullinho atualmente está no futebol chinês.

O volante de 36 anos acompanha também os passos de outros companheiros da mesma geração. Nomes como Alessandro, Alex e Danilo estiveram juntos de Ralf entre 2011 e 2012. Agora já aposentados, todos trabalham no próprio Corinthians em cargos na diretoria ou na gestão das categorias de base. Apesar disso, o possível futuro como dirigente não atrai Ralf.

"Hoje eu não me vejo atuando como dirigente, gestor ou algo do tipo. É uma rotina muito desgastante e uma cobrança muito grande. Além disso, colocar em risco toda história que eu escrevi é uma decisão difícil", comentou. 'Tudo o que eu construí eu devo ao futebol e é muito difícil me imaginar fora dele (no futuro). Talvez trabalhe com formação de jogadores jovens, com escolinhas. Hoje é o que eu imagino", completou.

Estadão
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