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Time de Dunga não tem uma cara: veja semelhanças e novidades

6 set 2014 - 09h31
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É muito cedo para cobrar de Dunga uma Seleção Brasileira muito diferente da que foi vista na Copa do Mundo. Ele fez apenas três treinos durante a semana do jogo contra a Colômbia, vencido por 1 a 0 na sexta-feira. Mas mesmo assim foi possível ver em campo algumas mudanças em relação ao time do técnico Felipão - para o bem e para o mal.

De forma geral o time ainda não tem uma cara, um estilo ou uma estratégia de jogar bem definidos. Por vezes a equipe atuou para contra-atacar, outras trabalhou com a posse de bola, e alternou a marcação sob pressão nos dois tempos de jogo.

Mas mesmo sem essa cara, Dunga conseguiu implantar algumas novidades que queria. Ele mesmo ficou surpreso por conseguir isso, afinal não houve grandes mudanças na escalação - oito dos onze titulares desta terça disputaram a Copa de 2014. Mas muitos deles tiveram comportamento ou posição diferentes.

Veja semelhanças e novidades da Seleção de Dunga:

Ataque sem centroavante

Diego Tardelli deu mais movimentação ao ataque do que Fred
Diego Tardelli deu mais movimentação ao ataque do que Fred
Foto: Bruno Domingos/Mowa Press / Divulgação

Dunga já tinha anunciado que não queria ver seu time com um centroavante fixo na área, tanto que não convocou ninguém com essa característica. O mais próximo disso era Diego Tardelli, que vestiu a camisa 9 e deu conta do recado: movimentou-se bastante e buscou o jogo até como um meia. Não foi uma brilhante atuação, já que ele até errou muitos passes e atrapalhou jogadas. Mas provou que a ideia é boa. "Ainda estamos nos entrosando um pouco mais, mas com três dias de trabalho já se nota velocidade no ataque", disse Tardelli após o jogo.

Neymar mais livre

Além de ser o novo capitão do Brasil, Neymar ganhou outro privilégio: virou o jogador com menos responsabilidade para marcar em campo. Quando o Brasil está sem bola, dificilmente ele volta ou fica atrás do meio-campo. É o homem escolhido para se poupar e puxar os contra-ataques depois.

Ataque mais flexível

Neymar conta com o apoio de mais três jogadores no ataque, mas dessa vez eles alternam de posição. Na Copa do Mundo Hulk e Oscar ficavam presos nas laterais. Com Dunga, Oscar virou "falso centroavante", Tardelli virou meia e Willian jogou nas duas pontas. A movimentação confundiu a defesa colombiana e, se os três tivessem em uma noite mais inspirada, encontrariam o caminho do gol rapidamente.

Bola no chão, sem chutão

Foto: Bruno Domingos / Mowa Press

Durante a Copa do Mundo, era comum ver Thiago Silva e David Luiz como principais "meias" do Brasil. O time dependia muito da ligação direta entre defesa e ataque, o que nem sempre dá certo. Isso mudou claramente com Dunga: desde os treinamentos já foi possível ver que o técnico treinou muito o passe dos atletas. Na prática a equipe conseguiu repetir a estratégia e evitou a perda de bola à toa. 

Marcação no meio-campo

Apesar da defesa ter tido bom desepenho contra a Colômbia, houve um setor que decepcionou. Luiz Gustavo e Ramires se atrapalharam demais, não encaixaram a marcação perto da área e levaram cartões amarelos antes do final do primeiro tempo. Acabaram substituídos já no intervalo por causa disso. 

Jogadores "presos"

Foto: Bruno Domingos / Mowa Press

Durante a semana, Dunga já tinha dito que os jogadores não estavam muito à vontade. De acordo com ele, é algo normal, pois todos são cautelosos quando um novo técnico é apresentado. Mas em campo isso prejudicou o Brasil. Muitos atletas evitaram jogadas individuais ou lançamentos mais longos e ousados, que poderiam dar um resultado ainda melhor. 

Neymar dependência

Mais uma vez ficou a impressão que, se o capitão Neymar ficar fora de algum jogo do Brasil, será difícil vencer. As melhores oportunidades tiveram participação dele e, apesar dele perder duas vezes, marcou um golaço decisivo. Os técnicos não gostam de admitir que existe essa dependência e repetem que a vitória sempre vem de forma coletiva. Mas na prática está difícil imaginar uma vitória do Brasil sem Neymar em campo.

(Créditos das fotos: Bruno Domingos/Mowa Press)

Fonte: Terra
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