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Ceferin, da Uefa, descarta comandar Fifa; Infantino faz apelo a federações mais pobres

24 ago 2026 - 10h18
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Resumo
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, busca a reeleição apostando no apoio das federações mais pobres, enquanto enfrenta forte oposição de entidades como Uefa, AFC e Concacaf, que avaliam lançar um rival ou votar desconfiança em março. Apesar de sugerir a saída de Infantino e prever concorrência, o mandatário da Uefa, Aleksander Ceferin, descartou concorrer ao comando do órgão máximo do futebol.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, apresentou no ‌domingo seu manifesto para a reeleição como defensor das nações mais pobres do futebol, enquanto o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, descartou a possibilidade de concorrer contra ele, mas afirmou acreditar que haverá um candidato da oposição.

Quase um mês depois de Infantino ter apresentado sua proposta — agora abandonada — de criar um órgão ⁠comercial para os direitos dos torneios da Fifa e vender 20% a investidores ‌privados, a batalha pelo futuro da governança global do esporte mais popular do mundo continua acirrada.

A Uefa, órgão regulador europeu, apoiada pelos blocos regionais da ‌Ásia (AFC) e da América do Norte, Central e ‌Caribe (Concacaf), tem liderado a oposição, e Ceferin sugeriu que Infantino deveria ⁠se retirar da disputa.

"Há duas opções", disse ele ao podcast "The Rest Is Politics: Leading".

"Uma opção é que ele perceba que não tem apoio, e isso não se refere apenas ao apoio político daqueles que votam, mas ao apoio político da comunidade do futebol, dos torcedores, dos jogadores, ex-jogadores e treinadores."

"E a segunda ‌opção é que ele concorra às eleições em março, mas, nesse caso, acho que ‌ele terá um candidato ⁠contra ele. Ainda não ⁠sei quem."

A Reuters entrou em contato com a Fifa para obter comentários sobre as críticas ⁠de Ceferin a Infantino e ao ‌órgão que rege o esporte ‌mundialmente.

Fontes familiarizadas com o processo disseram à Reuters na semana passada que Uefa, AFC e Concacaf estavam considerando uma terceira opção — uma votação de desconfiança contra Infantino antes do pleito em março do ano que vem.

O ⁠esloveno Ceferin, que afirmou não ter tido nenhum contato com Infantino desde que a controvérsia eclodiu, considerou que sua falta de interesse em suceder o dirigente suíço aumenta sua credibilidade.

Infantino não deu sinais de que pretende sair do cargo que ocupa desde 2016 e ‌deixou claro que está contando com seu apelo às federações nacionais menos abastadas para garantir a reeleição até 2031.

Em uma entrevista em vídeo divulgada pela Fifa ⁠após se reunir com membros da União de Futebol do Caribe (CFU) na República Dominicana no fim de semana, Infantino disse que é função da Fifa diminuir a diferença entre as federações ricas e as mais pobres.

"Queremos fazer o futebol crescer em cada um dos nossos 211 países do mundo", declarou ele.

"Precisamos encontrar investimentos para todos os outros — oportunidades para todos os outros. Trata-se, de fato, de encontrar e oferecer oportunidades, acesso e recursos para o futebol mundial."

Infantino, que conta com o apoio dos blocos regionais da África e da América do Sul, tem procurado deixar as confederações de lado e apelar diretamente aos membros individuais ao longo da crise.

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