Brasileiro de Oceano chega à última etapa com liderança alternada e pontuação crescente
Crioula 52 reassume a primeira posição da ORC neste domingo (1º).
O Campeonato Brasileiro de Oceano 2026 será decidido nesta segunda-feira (2), no encerramento do Circuito Rio. Sob um sistema de pontuação progressiva e sem descartes, a classe ORC tem o Crioula 52 na liderança (132,8 pontos), seguido de perto pelo Magia IV de Torben Grael (125,8) e pelo Duma (123). Na Bra-RGS, o Avohai lidera com folga, enquanto o Don Alberto comanda os Clássicos. O evento é organizado pela ABVO em conjunto com os Iates Clubes de Santos e do Rio de Janeiro.
O Campeonato Brasileiro de Oceano 2026 será definido nesta segunda-feira (2), no encerramento do 57º Circuito Rio, depois de um fim de semana com mudanças na liderança da classe ORC. O Crioula 52, de Eduardo Plass, recuperou o primeiro lugar neste domingo (1º), chegando a 132,8 pontos. O Magia IV, comandado por Torben Grael, ficou em segundo, com 125,8, enquanto o Duma, de Haakon Lorentzen, aparece em terceiro, com 123.
A disputa é marcada pelo regulamento de pontuação progressiva adotado nesta edição do Brasileiro. Diferentemente de campeonatos que permitem descartar resultados, todas as regatas contam para a classificação final, com pesos crescentes. A 76ª Regata Santos-Rio abriu o campeonato com peso 1, e a primeira prova do Circuito Rio recebeu peso 1,1. A cada nova regata, o índice aumenta em 0,1.
O formato exige regularidade ao longo de toda a competição, mas também amplia a influência das últimas provas na definição dos campeões.
A classificação da ORC mudou novamente neste domingo, quando as embarcações disputaram duas regatas de percurso.
O Crioula 52 venceu a primeira prova do dia e terminou a segunda na quarta colocação. Os resultados fizeram a equipe de Eduardo Plass ultrapassar o Magia IV, que havia assumido a liderança no sábado (31).
Na última regata de domingo, o Magia IV ficou em terceiro. A equipe reúne os bicampeões olímpicos Torben Grael, Martine Grael e Marcelo Ferreira, além de Andrea Grael e Duda Serrão, formada no Projeto Grael.
O Duma também ganhou espaço na classificação, com terceiro e segundo lugares no domingo. A embarcação comandada por Haakon Lorentzen chegou a 123 pontos, mantendo-se próxima do Magia IV.
O Dona Bola, de Ricardo Tramujas, venceu a última regata do dia e alcançou 119,2 pontos, na quarta posição geral.
"Chegamos ao último dia com uma disputa muito boa e equipes próximas na pontuação. Cada regata tem feito diferença, e os resultados de hoje mostram como a classificação pode mudar. A expectativa é de uma decisão à altura do campeonato que estamos acompanhando", afirma Bayard Umbuzeiro Neto, comodoro da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO).
A definição do título nacional também mobiliza as equipes da Bra-RGS. O Avohai, de Luiz Henrique Macedo, chega ao encerramento na liderança, com 77,8 pontos.
Atrás dele, Nativo 3 e Bravo estão separados por apenas um décimo de ponto. A embarcação de Eduardo Harabedian soma 67,6, enquanto a equipe de Renato Simões Pimentel Avelar tem 67,5. O My Boy, de Lars Muller, está em quarto, com 63,5.
Na categoria Clássicos, o Don Alberto, de Tomas Bonel, ocupa a primeira colocação com 6,4 pontos. O Kameha Meha-Brancante, de Edmar Moraes, tem quatro, seguido pelo Asteriscus, de Marcelo Passarelli Gomes, com três.
As classes ORC e Bra-RGS realizaram duas provas de percurso neste domingo. RGS-Cruiser e Clássicos disputaram uma regata cada.
O Campeonato Brasileiro de Oceano teve início com a Santos-Rio e passou à sua etapa final com o Circuito Rio, reunindo diferentes classes da vela oceânica.
A organização é da ABVO, do Iate Clube de Santos e do Iate Clube do Rio de Janeiro. A edição de 2026 utiliza a soma dos pontos obtidos nas duas etapas, com a classificação final determinada pelo sistema High Point.
As últimas regatas serão realizadas nesta segunda-feira (2), seguidas pela cerimônia de premiação dos campeões brasileiros no Iate Clube do Rio de Janeiro.
Fundada em 1955, a Associação Brasileira de Veleiros de Oceano é a única entidade de promoção da Vela de Oceano no Brasil. Braço oficial da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), a ABVO é responsável por organizar competições anuais e contribuir para o legado de um dos esportes mais vitoriosos do país, tanto nas classes olímpicas quanto nas não olímpicas.
A ABVO tem o santista Bayard Umbuzeiro Neto como Comodoro, o bicampeão olímpico Torben Grael como 1º Vice-Comodoro, e Paulo Cezar Gonçalves, o Pileca, como 2º vice-Comodoro.
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