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Sem Neymar, Brasil visita Argentina, que quer se garantir

Seleção brasileira tem oportunidade de realizar novos testes contra forte rival, às 20h30, pelas Eliminatórias

16 nov 2021 05h10
| atualizado às 07h25
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Neymar na partida entre Argentina e Brasil
Neymar na partida entre Argentina e Brasil
Foto: Maga Jr/O Fotografico/Gazeta Press

A Argentina pode se garantir hoje na Copa do Mundo do Catar se vencer o Brasil. Além disso, os argentinos ainda não engoliram a interrupção do jogo de setembro na Neo Química Arena e culpam os brasileiros, apesar de terem desrespeitados as regras sanitárias do País. Ainda assim o técnico Tite não acredita em clima hostil contra a seleção no jogo das 20h30 em San Juan. Problema maior para ele foi perder Neymar em cima da hora.

Neymar nem sequer viajou. Ontem, poucas horas antes do embarque para a Argentina, queixou-se de dores no adutor da coxa esquerda e, como não havia tempo para a realização de exames complementares, foi desligado da delegação. Será uma das quatro alterações que Tite tem intenção de fazer em relação ao time que bateu a Colômbia na quinta-feira.

Neymar deverá ser substituído por Vinícius Junior, mas Coutinho também tem chances. Casemiro, suspenso, dará lugar a Fabinho. Em má fase, Gabriel Jesus fica no banco e Matheus Cunha é o mais cotado. Na defesa, Éder Militão entra na vaga de Thiago Silva.

Tite descarta hostilidade dos argentinos contra os brasileiros por causa dos incidentes de setembro. Na ocasião, o jogo foi paralisado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por conta de irregularidades na entrada de jogadores argentinos no Brasil em meio às restrições determinadas em função da pandemia de covid-19. A interrupção causou atritos e insatisfação dos argentinos.

O técnico espera que o jogo, hoje, seja resolvido em campo. "É difícil dimensionar isso, não sei a ótica que a Argentina encarou esses fatos todos", declarou. "Que nós façamos um grande jogo, que seja um grande espetáculo e que tenha um cunho de dentro do campo."

Ele lamentou a não conclusão daquela partida, mas ressaltou: "Tenho claro que, antes do futebol, existe saúde, existem leis e correção dos fatos. Isso tudo aconteceu. Agora como se encara essas situações é bastante particular, próprio e pessoal."

Outra lamentação na seleção é com o fato de o clássico de hoje ser na cidade de San Juan e num estádio com capacidade para apenas 25 mil torcedores. "Entendemos que Brasil x Argentina merecia uma infraestrutura melhor'', disse o auxiliar César Sampaio.

Olho na vaga

Na Argentina, Messi vai jogar desde o início. Com 28 pontos, os rivais se classificam matematicamente para a Copa se vencerem hoje.

"Esta equipe do Brasil é a mais vertical dos últimos tempos. Tentaremos minimizar as coisas boas que têm. Queremos o controle da partida'', disse o técnico Lionel Scaloni.

Estadão
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