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Seleção Brasileira

Pela primeira vez Seleção recebe vaias com Tite no comando

15 jun 2019
11h47
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Desde sua estreia na Seleção brasileira, em setembro de 2016, com vitória sobre o Equador por 3 a 0, em Quito, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, o técnico Tite jamais havia presenciado vaias à equipe, como as que foram ouvidas no intervalo do jogo de abertura da Copa América, nessa sexta (14), no Morumbi. Até mesmo algumas manifestações de parte da torcida, pedindo "fora Tite", surgiram pela primeira vez na trajetória de quase três anos do treinador com a Seleção. Depois, no segundo tempo, com o placar de 3 a 0 para o Brasil, a reação do público mudou, com canções de incentivo ao time.

Tite ocupou o lugar de Dunga em 2016. Após vencer bem os equatorianos fora de casa, a Seleção desfrutou de uma recepção festiva na Arena Amazônia, onde venceu a Colômbia por 2 a 1, ainda em setembro de 2016. No mesmo ano, proporcionou festa a quem esteve na Arena das Dunas para ver o time golear a Bolívia por 5 a 0 e, em seguida, para os torcedores que estiveram no Mineirão e exultaram com o placar de 3 a 0 imposto à Argentina. Todas essas partidas eram válidas pelas Eliminatórias.

O técnico Tite durante treino da Seleção
O técnico Tite durante treino da Seleção
Foto: Pilar Olivares / Reuters

Já em 2017, a Seleção jogou muito bem contra o Paraguai, na Arena Corinthians (3 a 0), repetiu a atuação em confronto com o Equador, na Arena do Grêmio (2 a 0), e se impôs em confronto com o Chile (3 a 0), no Allianz Parque. Também em jogos pelas Eliminatórias. Nesse ano, Tite amargou a primeira derrota com a Seleção - revés de 1 a 0 para a Argentina, em amistoso disputado em junho, na Austrália. Mas a torcida brasileira presente ao estádio em Melbourne não protestou.

Em 2018, antes da Copa do Mundo da Rússia, a Seleção fez quatro amistosos no exterior. Venceu todos (Rússia, Alemanha, Croácia e Áustria). Na competição, recebeu apoio em todas as partidas e quando de sua eliminação, nas quartas de final, contra a Bélgica,  não houve vaias à equipe.

Sem o título do Mundial, Tite ficou em situação delicada e a pressão aumentou. Manteve-se no cargo e a Seleção voltou a passar por cima dos adversários em amistosos fora do País. O time, depois do fracasso na Rússia, fez mais seis jogos em 2018 e se deu bem em todos - contra EUA, El Salvador, Arábia Saudita, Argentina, Uruguai e Camarões.

Na primeira partida de 2019, tropeçou ao empatar com o Panamá por 1 a 1. Se o jogo tivesse sido realizado no Brasil, vaias e protestos seriam normais. Mas foi disputado em Portugal, diante de uma torcida pouco exigente. A vitória contra o Catar em 5 de junho, em Brasília, apesar do magro 2 a 0, não deu brechas para vaias - o resultado foi construído no primeiro tempo. Já a goleada por 7 a 0 sobre Honduras, dia 9, em Porto Alegre, só deu motivo para festas.

Então, a expectativa era que a torcida paulista e a Seleção celebrassem seu longo relacionamento com muita paz e harmonia nessa sexta, contra a inexpressiva seleção boliviana. Mas, pelo primeiro tempo ruim, isso não foi possível e Tite acabou obrigado a ouvir milhares de reclamações em coro.

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Fonte: Silvio Alves Barsetti
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