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Parreira critica atual momento do futebol brasileiro

15 dez 2014 - 11h12
(atualizado às 12h26)
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Técnico tetracampeão mundial da Copa de 94, Carlos Alberto Parreira viveu os dois lados da moeda no esporte. A conquista e o fracasso fizeram parte da carreira do treinador. Após o famoso 7 a 1 para a Alemanha, no qual Parreira fazia parte da comissão técnica do Felipão, ele deixou clara a sua preocupação com o atual estágio do futebol brasileiro. 

Em palestra promovida na UERJ, durante o II Jornada de Gestão e Marketing, o ex-treinador da seleção brasileira criticou a forma como os dirigentes conduzem as categorias de base. Em entrevista exclusiva ao Terra, Carlos Alberto Parreira citou o ciclo vitorioso de clubes europeus, comparou com alguns brasileiros, elogiou a escola holandesa de treinadores e enxerga um futuro diferente para a Copa de 2018. 

Exclusivo: Parreira fala sobre momento do futebol brasileiro:

Futebol brasileiro

“O futebol brasileiro não vive, tecnicamente, o seu melhor momento. Isso é cíclico. Só voltaremos a ser grandes quando o Brasil voltar a trabalhar a base. A Uefa tem uma preocupação: treinar os treinadores. Temos que melhorar a qualidade do trabalho e impor disciplina. Não dá para ter jogador de 12, 13 anos com brincos. Não é disciplina militar, mas é ter disciplina. Além disso, tem que pensar na educação. Estudar é fundamental”. 

Futebol mundial

“Futebol é feito de momentos. Já foi um grande momento para o Flamengo, Botafogo, Barcelona, Santos, Brasil, Ajax, tricampeão europeu. Hoje, o momento é do Real Madrid, da seleção da Alemanha e Bayern, por exemplo. Acho muito difícil o Real perder este posto tão cedo pelo poder de investimento. Com um orçamento de R$ 300 milhões por ano para investir somente em jogadores é um absurdo em relação aos outros clubes”.

Carlos Alberto Parreira durante coletiva de imprensa no dia seguinte à derrota para a Alemanha
Carlos Alberto Parreira durante coletiva de imprensa no dia seguinte à derrota para a Alemanha
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Treinadores holandeses

“A escola do Barcelona não foi por um acaso. Em 30 anos, foram quatro treinadores holandeses (Rinus Michels, Johan Cruyff, Franck Rijkaard e Louis Van Gaal) atuando no sistema de 4-3-3, base que nós usamos em várias épocas. O Cruyff foi quem fez a grande revolução no time do Barcelona, buscando o campo de ataque o tempo todo, priorizando a posse de bola, a troca de passes”.

Estrelas x time

“Alguns fatores são importantes para ter sucesso no futebol: liderança, organização, jogadores trabalhadores, criatividade e habilidade. No entanto, a grande força de uma equipe é o time, não a individualidade. No Real Madrid, as grandes estrelas estão a serviço da equipe”.

Postura em campo

“Time bom é aquele que vai para campo sem se preocupar com o adversário, procurando marcar o adversário. Time bom é aquele que impõe a sua maneira de jogar, como o Brasil fez isso durante muitos anos e hoje outros times fazem isso, como Barcelona, Real Madrid e Bayern”.

Camisa 10

“Time que tem um jogador que dá o passe final com qualidade é um time diferente, mas isso está muito difícil de encontrar no Brasil”.

Copa de 2014

“As derrotas não podem ser encaradas como o fim. Em diversas áreas, elas acontecem. O Bolt perdeu na Olimpíada da Grécia, mas quatro anos depois, na China, levou medalhas. O importante é que o atleta pense como equipe. O Brasil já começou a se recuperar e tenho certeza que vamos voltar a ser respeitado no futebol”.

Fonte: Fazevedo Produções Artísticas e Eventos Ltda Fazevedo Produções Artísticas e Eventos Ltda
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