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Como foi o Brasil na Copa do Mundo de 1974

Sem grandes nomes campeões em 70, Seleção passou sufoco na primeira fase, se recuperou, mas caiu para o Carrossel Holandês

29 mai 2026 - 07h31
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Seleção não conseguiu bater de frente com gigantes europeias –
Seleção não conseguiu bater de frente com gigantes europeias –
Foto: Domínio Público/Bert Verhoeff/Anefo / Jogada10

Após alcançar uma marca que ninguém tinha conseguido antes, o Brasil chegou para a Copa do Mundo de 1974 querendo ir mais longe. Na Alemanha Ocidental, a Seleção não tinha seus grandes personagens, com Pelé e Tostão, mas queria conquistar o inédito tetracampeonato. Porém, não conseguiu chegar a altura das adversárias europeias e ficou de fora da final.

Pela primeira vez, o treinador seria o mesmo da edição anterior. Afinal, Zagallo se manteve no comando da Seleção ao longo do ciclo. Entretanto, próximo do torneio, o técnico passou por uma pressão por conta do desempenho em campo. Existia um rumor de que Osvaldo Brandão, que comandou a equipe das Eliminatórias de 58, retornasse ao cargo. Porém, o Velho Lobo superou o momento turbulento e continuou na área técnica brasileira.

Como venceu a Copa, o Brasil não precisou jogar as Eliminatórias. Neste intervalo, venceu a Copa Roca em 1971 e a Taça Independência, no ano seguinte, contra Portugal. Porém, a Seleção perdeu Pelé, que decidiu se aposentar da equipe. Além disso, Tostão também pendurou as chuteiras por um problema no olho.

Na preparação para o Mundial, Zagallo perdeu os tricampeões Gérson, Carlos Alberto Torres, Félix e Clodoaldo por lesão. Houve um clamor para que Pelé aceitasse uma convocação, sem sucesso. Com isso, a Seleção iria para a Europa tendo Jairzinho, Edu, Leão, Zé Maria, Marco Antônio, Piazza, Rivelino, Paulo Cézar e Edu como remanescentes da conquista no México. Os dois primeiros também estavam em 66, disputando assim a sua terceira Copa.

Seleção não conseguiu bater de frente com gigantes europeias –
Seleção não conseguiu bater de frente com gigantes europeias –
Foto: Domínio Público/Bert Verhoeff/Anefo / Jogada10

A dificuldade da primeira fase

Para essa edição, a Fifa fez uma alteração no formato. Após a primeira fase, as seleções iriam para um novo quadrangular, onde os vencedores fariam a final. Na estreia, o Brasil empatou sem gols contra a Iugoslávia, com uma formação que nunca havia sido utilizada antes. No segundo jogo, mais um zero a zero, desta vez contra a Escócia. As comparações com 70 eram inevitáveis, principalmente pela ausência do poder ofensivo.

Na última rodada, a Seleção precisava vencer Zaire por três gols de diferença para avançar, sem depender de mais ninguém. Jairzinho tabelou na entrada da área e finalizou no canto, abrindo o marcador aos 12 minutos. Porém, o time se mostrava muito nervoso e o temor de uma nova eliminação na fase de grupos era evidente. Entretanto, no segundo tempo, Rivelino recebeu na entrada da área e acertou o ângulo para ampliar. Por fim, Valdomiro chutou cruzado da direita, o goleiro aceitou e o Brasil conseguiu o gol que garantiu a classificação.

Recuperação e eliminação

Na segunda fase, a Seleção mostrou uma evolução logo na primeira partida. Naquela que foi considerada a melhor atuação brasileira nesta Copa, vitória por 1 a 0 contra a Alemanha Oriental. Rivelino cobrou falta, a bola atravessou o meio da barreira e entrou.

Já o segundo confronto seria o clássico contra a Argentina, o primeiro contra os rivais em uma Copa do Mundo. O Brasil teve mais volume, mas não conseguia ter objetividade para aproveitar. Mais uma vez, Rivelino apareceu, em chute rasteiro de fora da área, para abrir o placar. Porém, três minutos depois, Brindisi cobrou falta por cima de Leão e deixou tudo igual. Entretanto, na segunda etapa, Zé Maria cruzou na cabeça de Jairzinho, que marcou o segundo.

Com isso, a Seleção precisava apenas vencer a Holanda para garantir vaga na final. Porém, a Laranja Mecânica era a grande sensação daquela Copa e chegava com muita força. Apesar de ter duas boas oportunidades para abrir o marcador, o Brasil não segurou o carrossel holandês. Na segunda etapa, Neeskens e Cruyff marcaram em menos de 15 minutos e decretaram a eliminação brasileira.

Na disputa de terceiro lugar, o Brasil perdeu mais uma, desta vez para a Polônia, com gol de Lato, aos 31 minutos do segundo tempo. Com isso, a Seleção terminou na quarta colocação, tendo Rivelino como artilheiro, em uma campanha com três vitórias, dois empates e duas derrotas, com seis gols marcados e quatro sofridos.

Mais uma vez, a sensação que havia eliminado o Brasil não conseguiu ficar com o título. Afinal, a Holanda perdeu de virada a decisão para a Alemanha Ocidental, por 2 a 1. Com isso, os alemães se tornavam a quarta seleção a ter pelo menos dois títulos mundiais.

Jogadores convocados

Goleiros:

Leão - Palmeiras

Renato - Flamengo

Waldir Peres - São Paulo

Laterais

Zé Maria - Corinthians

Nelinho - Cruzeiro

Marco Antônio - Fluminense

Marinho Chagas - Botafogo

Zagueiros

Piazza - Cruzeiro

Luís Pereira - Palmeiras

Marinho Peres - Santos

Alfredo Mostarda - Palmeiras

Meias:

Carpeggiani - Internacional

Ademir da Guia - Palmeiras

Rivelino - Corinthians

Dirceu - Botafogo

Atacantes:

Jairzinho - Botafogo

Leivinha - Palmeiras

César Maluco - Palmeiras

Paulo Cézar - Flamengo

Valdomiro - Internacional

Miradinha - São Paulo

Edu - Santos

Ficha técnica

Campeão: Alemanha Ocidental

Vice-campeã: Holanda

Final: Alemanha Ocidental 2 x 1 Holanda

Artilheiros: Grzegorz Lato (Polônia)  - seis gols

Colocação do Brasil: 4º lugar

Artilheiros do Brasil: Rivelino - três gols

Resultados do Brasil: Brasil 0 x 0 Iugoslávia | Brasil 0 x 0 Escócia | Brasil 3 x 0 Zaire | Brasil 1 x 0 Alemanha Oriental | Brasil 2 x 1 Argentina | Brasil 0 x 2 Holanda | Brasil 0 x 1 Polônia

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Jogada10
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