Sem técnico, Botafogo queima profissionais promissores
Com trabalho de excelência no sub-20, Rodrigo Bellão é a nova vítima do modus operandi da SAF do Glorioso
O Botafogo mantém a rotina de improvisos ao apostar em técnicos inexperientes e queimar profissionais promissores em momentos de crise. Na era SAF, vários nomes fracassaram sob essa gestão instável. A aposta da vez é o interino Rodrigo Bellão, promovido do sub-20 para encarar uma sequência dura no Brasileirão em meio a dívidas do clube. Essa prática recorrente da diretoria compromete tanto o desenvolvimento da base quanto a solução dos problemas da equipe profissional.
O Botafogo parece ter a tendência de tentar dar o pontapé inicial na carreira de uma série de treinadores. Só na Era SAF, a partir de 2022, o clube lançou nomes como Cláudio Caçapa, Lúcio Flávio, Carlos Leiria, Fábio Matias, Davide Ancelotti, Franclim Carvalho e, agora, Rodrigo Bellão.
Nada contra trabalhar com novos nomes, mas é preciso também assumir o risco dessas decisões. E, no caso do Alvinegro, isso vem tendo um preço muito alto. Nenhum dos treinadores citados conseguiu sucesso até agora - alguns foram chutados pela porta dos fundos, sem dó nem piedade!
O nome da vez é Rodrigo Bellão, que vinha fazendo um ótimo trabalho no sub-20. O problema é que tem a missão de tirar o time do buraco em que se meteu, perdido em meio a dívidas bilionárias, mesmo sem experiência para isso. Nada contra o profissional, mas é nítido que a carga está sendo muito pesada.
Rotina de improvisos no Botafogo
O mais complicado é que esses improvisos viraram rotina no Glorioso. Antes, a questão tinha como desculpa a opção do ex-proprietário John Textor, responsável direto pela escolha dos treinadores. E agora? Sob nova direção, tudo continua como antes. Bellão tenta segurar a barra como interino, já que recebe ordens.
O pior é que, além de comprometer o desenvolvimento da base, o Botafogo não resolve o problema no time profissional. É a velha comparação com o cobertor curto. Não falta só pano: falta competência da diretoria e também trabalho para buscar um nome que se sobreponha ao elenco. E Bellão está encarando os três primeiros colocados na tabela do Brasileiro. Se perder - o mais provável -, corre grande risco de ser queimado no Alvinegro. Um triste ciclo que despreza profissionais muitas vezes promissores…
*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.
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