Volta de Tiquinho esquenta briga por vaga no ataque do Botafogo
Técnico interino, Bellão conta com cinco opções para a posição de "9". Novo reforço alvinegro enche a bola do principal concorrente
O retorno de Tiquinho ao Botafogo acirra a disputa no ataque antes dos clássicos contra Flamengo e Palmeiras, aumentando a pressão sobre Cabral, que vive má fase. Tiquinho assinou até o fim do ano, com meta de sete gols para renovar até 2027, e sugeriu que ambos podem atuar juntos. Além deles, o técnico interino Rodrigo Bellão conta com Pereira, Kadir e Emanuel para solucionar a falta de pontaria do setor ofensivo alvinegro, que tem criado chances, mas falhado na conversão em gols.
Técnico interino do Botafogo, Rodrigo Bellão trabalhará com mais uma opção de referência de área para os próximos jogos. O Glorioso tem, no Campeonato Brasileiro, duas pedreiras pela frente: o Flamengo, domingo (30), no Maracanã, e o Palmeiras, na semana seguinte, no dia 6, no Estádio Nilton Santos. O retorno de Tiquinho ao Mais Tradicional acirra, assim, a disputa por vaga e joga pressão sobre Cabral, centroavante que atravessa um mau momento e recebe uma enxurrada de críticas nos últimos dias.
Tiquinho assinou contrato até o fim da temporada, com metas a cumprir para acionar gatilhos. A primeira delas é meter sete gols para prolongar a estadia no Mais Tradicional até a metade de 2027. O objetivo não é uma escolha aleatória ou o algarismo cabalístico no universo preto e branco. O número corresponde ao número de vezes que Cabral balançou a roseira dos adversários nesta edição do Brasileirão.
"Cabral é meu fechamento. Já o conheço há muito tempo. Quem assiste futebol de verdade sabe o seu valor. Não é um cara que caiu aqui de paraquedas. É renomado no futebol. Além de ser meu conterrâneo, é meu amigo. Só vi dois jogadores que não passaram por fase ruim: Cristiano Ronaldo e Messi. Estou aqui para ajudá-lo no que for preciso", colocou Tiquinho.
Cabral e Tiquinho juntos no Botafogo?
Em Condições Normais de Temperatura e Pressão (CNTP), Cabral seria o número 1 nesta corrida. Afinal, o camisa 99 veio do futebol europeu (Benfica) em 2025, custou R$ 95 milhões (cotação da época) e conta com uma certa grife. Mas o futebol foge da exatidão. Na montanha-russa do esporte bretão, o Mamute está em baixa e precisa recuperar terreno. Contra o Vitória, no Barradão, pelo Nacional, ele foi expulso de forma infantil. No jogo seguinte, contra o Cienciano (PER), pela Copa Sul-Americana, furou, na pequena área, um gol inacreditável, provocando, então, a ira das tribunas do Colosso do Subúrbio.
Ex-Porto e também com experiência no Velho Continente, Tiquinho chega ao Mais Tradicional com um histórico recente pouquíssimo alvissareiro. São 230 dias sem marcar um gol após passagens frustrantes por Santos e Mirassol. Em contrapartida, o camisa 9 tem a seu favor a simpatia da parte da torcida, a identificação com o clube e a motivação extra por iniciar um novo ciclo no Mais Tradicional.
Com bom humor, durante a sua apresentação como novo jogador do Botafogo, na última quinta-feira (27), no Estádio Nilton Santos, Tiquinho, após minimizar a fase difícil do companheiro e enaltecê-lo, aventou a possibilidade de os dois atuarem juntos.
"Já joguei com o Igor Jesus, que fazia tanto o "9", quanto uma função mais recuada. Em 2024, muitas vezes fui um "10", porque era o que o treinador pedia. Cabral é mais jogador de área, enquanto eu tenho mobilidade para sair, buscar a bola e gerar espaço para os companheiros. Não vejo problema em atuarmos juntos", comparou o novo centroavante da Estrela Solitária.
Trio completa as opções da comissão técnica
Bellão ainda conta com mais três nomes para animar a briga: Pereira, que cedeu a camisa 9 a Tiquinho, Kadir e Emanuel. O primeiro, recém-contratado, figurou como titular nos últimos encontros e já desencantou. O panamenho, por sua vez, é cria da base e aparece como opção para o segundo tempo desde a segunda metade de 2025, com Davide Ancelotti. O terceiro, por fim, outra Joia do Bairro, ascendeu com o já demitido Franclim Carvalho e soma um gol em três embates.
Antes de definir quem joga, no entanto, Bellão enfrenta outra dor de cabeça. O time alvinegro, nas últimas exibições, criou um número elevado de chances, mas não soube convertê-las em gol.
"Precisamos de alguns ajustes no setor ofensivo. Não gosto de individualizar o problema, sabe? Parte do meu trabalho é conseguir fazer com que a nossa equipe crie oportunidades. Foram 33 finalizações (contra o Parananese) e não só de dois centroavantes. Foram de meio-campistas, de extremos, de atacantes, meias e até de zagueiro, por exemplo", ilustrou Bellão.
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