Entenda por que John Textor continua no comando do Botafogo após decisão da holding
Dono da SAF da equipe alvinegra foi afastado da direção da Eagle Football
John Textor vive um momento conturbado no comando do Botafogo. Nesta quarta-feira, 28, o norte-americano foi afastado da direção da Eagle Football, por meio de carta enviada pela Ares, fundo credor da holding francesa.
A medida foi tomada em meio a uma crise financeira e de relacionamento de Textor com a empresa. Recentemente, o empresário demitiu os diretores Stephen Welch e Hemen Tseayo, dupla que discordava do modelo do aporte financeiro solicitado pelo norte-americano para quitar as dívidas do clube carioca, segundo informações do portal Ge.
A pedida de John visa, como prioridade, pagar o transfer ban de US$ 21 milhões (R$ 111,5 milhões na cotação atual) imposto pela Fifa, ação que impede o Botafogo de inscrever novos jogadores na atual janela de transferências.
Mesmo com o afastamento da Eagle, John Textor seguirá no comando do time alvinegro por conta de uma liminar concedida pela Justiça do Rio de Janeiro.
Em outubro do ano passado, a decisão do juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima decretou que Textor seguirá à frente do Botafogo enquanto o seu processo com a Eagle ainda não for definido.
Com a medida, o empresário não pode realizar uma decisão societária no clube carioca sem a presença de um diretor da holding.
Dívida com a Ares pela compra do Lyon
Em 2022, John Textor pegou um empréstimo de US$ 450 milhões (cerca de 2,5 bilhões na cotação da época) com a Ares para efetuar a compra do Lyon, da França. No entanto, até o momento, ele ainda não realizou o pagamento ao fundo.
Com esse histórico, a Ares optou por desligar John do comando da Eagle depois da demissão de Stephen Welch e Hemen Tseayo, que retomaram seus cargos na empresa, de acordo com o Ge.
O portal também afirma que Textor estava tentando tirar Michele Kang e Michael Gerlinger na direção da holding e reassumir o posto.