Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Bastidores do fisiculturismo têm tinta, treino e paciência

26 abr 2014 - 07h59
(atualizado às 08h05)
Compartilhar
Exibir comentários

De um lado do palco, sorrisos, músculos tensionados e poses calculadas; do outro, exercícios, rolinhos de espuma e muita tinta. Os bastidores da etapa amadora do concurso de Bodybuilding da segunda edição brasileira do Arnold Classic, realizada neste fim de semana no Rio, lembravam mais uma espécie de “fábrica” de misses e misters músculo que um concurso de fisiculturismo.

Veterano no esporte, o professor de educação física paraense Rildo Souza, de 48 anos, 26 deles “na estrada”, aproveitava para retocar a pintura do corpo enquanto esperava a sua vez de se apresentar aos jurados. “Tem que gostar muito do esporte e ter muita paciência”, diz.

Os bastidores da etapa amadorade do concurso de Bodybuilding da segunda edição brasileira do Arnold Classic, realizada neste fim de semana no Rio tiveram esmero total dos competidores, exercícios de última hora e preparação
Os bastidores da etapa amadorade do concurso de Bodybuilding da segunda edição brasileira do Arnold Classic, realizada neste fim de semana no Rio tiveram esmero total dos competidores, exercícios de última hora e preparação
Foto: Mauro Pimentel / Terra

A tinta, que simula um tom de bronzeado forte, quase vermelho, passada generosamente por todo o corpo a mostra dos participantes e combinada com um óleo brilhante, é importante, segundo Souza, para ressaltar os músculos no palco. Entre a pintura e os últimos retoques há quem demore até cinco horas para ficar pronto. Há ainda quem faça abdominais e exercícios antes da entrada, tudo para subir ao palco mostrando a melhor forma possível.

Vice-campeão mundial, Wellington Aragão, de 40 anos, conta com a ajuda da esposa e também atleta Rosangela Aragão, 42 anos, na hora de se preparar. É ela quem ajuda na pintura, dá apoio para os exercícios e, eventualmente atura o mal humor causado pela tensão pré-prova. “A gente fica na torcida, acompanha. Eu faço a dieta, os treinos, tudo junto, só não participo porque fico muito nervosa”, conta.

Ao todo, quatro meses antes do concurso Aragão combina diariamente três horas e meia de malhação em dois treinos com uma dieta restrita que inclui um quilo de peixe, 200 gramas de carne de gado, 200 gramas de carne frango, dois ovos, aveia e legumes. “É muito sacrificante, tem que ter muita força de vontade”, afirma.

Os bastidores da etapa amadorade do concurso de Bodybuilding da segunda edição brasileira do Arnold Classic, realizada neste fim de semana no Rio tiveram esmero total dos competidores, exercícios de última hora e preparação
Os bastidores da etapa amadorade do concurso de Bodybuilding da segunda edição brasileira do Arnold Classic, realizada neste fim de semana no Rio tiveram esmero total dos competidores, exercícios de última hora e preparação
Foto: Mauro Pimentel / Terra

Ainda novata em provas de Bodybuilding, a professora de educação física Vanessa Ramos, 32 anos, também caprichava na tinta pré-prova. Ela suspira ao pensar nos alimentos que tirou do cardápio desde que decidiu entrar para o esporte há dois anos. “A páscoa não existiu. É só clara de ovo, batata doce, frango e peixe”, conta.

Segundo a assessoria do Arnold Classic, ao menos 16 mil pessoas foram ao Riocentro na sexta-feira acompanhar o evento, que conta ainda com provas de outros esportes como skate, levantamento de peso e pole dance e stands com produtos voltados voltados para esportistas de alto impacto. A organização espera atrair cerca de 70 mil pessoas ao Riocentro até domingo.

Fonte: Terra
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade