WEC: Kevin Estre brilha em Lone Star Le Mans e garante 1ª vitória da Porsche em 2025
McLaren herda vitória dramática na LMGT3 após punição à Ferrari
Em uma corrida caótica sob chuva, bandeiras amarelas e ultrapassagens decisivas, Kevin Estre brilhou para garantir a primeira vitória da Porsche Penske, e do carro #6, na temporada 2025 do Mundial de Endurance.
A well-deserved win for the #6 crew 👏
Soak it up Porsche fans!#WEC #6HCOTA #Porsche pic.twitter.com/vdvuJvOE4D
— FIA World Endurance Championship (@FIAWEC) September 8, 2025
Completando o pódio, Miguel Molina levou o trio da Ferrari #50 ao segundo lugar, enquanto Stoffel Vandoorne conquistou o melhor resultado da temporada da Peugeot, levando o carro #94 ao terceiro lugar do pódio.
Na classe LMGT3, Davide Rigon cruzou a linha de chegada em primeiro com a Ferrari #54, mas após revisão dos comissários de pista recebeu uma penalidade de 5 segundos e caiu para a terceira posição, com a equipe United Autosports, de Marino Sato, Sean Gelael e Darren Leung ficando com a vitória. Kelvin Van Der Linde herdou o segundo lugar no pódio com o BMW #46, do trio composto por Valentino Rossi e Ahmad Al Harthy.
MCLAREN WIN THE 6 HOURS OF COTA 🏆🇺🇸#WEC #6HCOTA #McLaren pic.twitter.com/LlGpZ21Ksy
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Com o BMW #31, Augusto Farfus conquistou o quarto lugar, enquanto o Aston Martin #10, de Eduardo Barrichello, terminou a prova em 11º.
O Campeonato Mundial de Endurance retorna para a sétima etapa no fim de semana de 26 a 28 de setembro, nas 6 horas de Fuji.
Confira como foram as últimas três horas de prova:
A prova mal tinha passado da terceira hora quando o Toyota #8, de Ryo Hirakawa, foi tocado pelo Corvette #33 e caiu para a 14ª posição. O incidente gerou investigação e, posteriormente, punição: drive-through para o carro da Corvette.
A sequência de caos continuou: o Aston Martin #27 escapou após toque, acionando mais uma bandeira amarela. Pouco depois, a BMW #46 do trio composto por Valentino Rossi foi punida com um drive through por infração durante o Safety Car Virtual, acionado após um acidente envolvendo o carro da Proton Competition.
Pouco depois, o Cadillac de Sébastien Bourdais e a Toyota #7 de Pechito Lopez rodaram em meio ao aumento da chuva. Em ritmo de “quem rodar menos vence”, o Porsche #5 também escapou sozinho durante uma disputa direta com Antonio Fuoco pela terceira posição.
Na classe LMGT3, Eduardo Barrichello ganhou destaque ao ultrapassar Gianmarco Levorato (Mustang #88) pela oitava posição.
Ainda sob pista molhada, Pechito López rodou com o Toyota 7 e foi parar na brita, acionando o Virtual Safety Car. Aproveitando a neutralização, boa parte do grid fez parada para troca de pneus. O carro 7 voltou à pista com auxílio do trator, retornando a prova com Kamui Kobayashi na direção.
A escapa de Pechito rendeu mais uma entrada de Safety Car, que ao sair da pista, acionou uma sequência eletrizante de lances que alterou completamente a liderança: Estre (Porsche #6) se aproximou do líder, forçando a ultrapassagem e tocando na Ferrari #51 de Pier Guidi, que se perdeu no traçado e teve um furo de pneu. Estre assumiu a liderança com Molina, no carro #50 da Ferrari, herdando a segunda posição e com Christensen (Porsche #5) surgindo em terceiro.
Na sequência, o “trenzinho da quarta posição” entre Kubica (Ferrari #83), Alex Lynn (Cadillac #12) e Tincknell (Aston Martin #007) teve Lynn levando a melhor — embora a Ferrari #83 tenha sido penalizada com 5 segundos por uma infração anterior.
A corrida seguiu imprevisível: o Lexus #87 da Akkodis causou nova bandeira amarela, e logo depois, o Corvette #33 abandonou com falha de suspensão. O tempo, enfim, começou a melhorar em Austin, e com isso, a situação da corrida começou a mudar, faltando 1h30 minutos para o fim da prova.
Na relargada, Estre deu o pé e dominou a ponta, enquanto Molina sofria pressão de Lynn e Kubica superava Tincknell para assumir a quinta colocação. Na LMGT3, Ben Tuck e Sato protagonizaram uma briga intensa pela liderança. Tuck levou a melhor e assumiu a ponta, com Sato em segundo.
O caos não deu trégua nem mesmo com a pista começando a secar. Lin Hodenius, Iron Lynx #61, rodou e acionou mais um Full Course Yellow. Na relargada, a briga pelo segundo lugar explodiu entre a Ferrari #50, de Miguel Molina, e o Cadillac #12, de Alex Lynn, em uma disputa intensa de roda com roda.
Stoffel Vandoorne, em grande atuação com o Peugeot #94, superou Robert Kubica (Ferrari #83) e depois deixou para trás o Aston Martin Valkyrie #007, assumindo a quinta posição. Não satisfeito, foi também para cima do Porsche #5 de Christensen e conquistou o quarto lugar.
Enquanto isso, a LMGT3 fervia: Sato, Rigon, Saucy e Lietz protagonizavam uma batalha de tirar o fôlego pela vice-liderança da classe. No pelotão da frente dos hypercars, Kévin Estre marcou a melhor volta da corrida até então com 2:05.769, indicando que o ritmo estava começando a crescer com a pista menos molhada.
Na parte final da janela das três horas, Kubica rodou novamente e caiu para a décima posição, após disputa direta com Augusto Farfus, da classe LGMT3. Mais atrás, Pier Guidi e Christensen duelavam pela sexta colocação, enquanto Jenson Button e Sébastien Buemi brigavam pela sétima.
Com ritmo impressionante, Vandoorne chegou ao terceiro lugar, colocando o Peugeot 94 em sua melhor posição de corrida em todo o campeonato. Apesar da atuação de gala, a corrida não perdoa: o Aston Martin #007 de Tincknell sofreu uma quebra na saída dos boxes e deu adeus à prova.
Faltando 30 minutos para o encerramento, uma nova bandeira amarela e Full Course Yellow foi acionada, reacendendo a estratégia nas garagens e preparando o terreno para uma reta final que promete ser eletrizante.
Na classe principal, Kevin Estre segurou a liderança com autoridade após a última rodada de pit stops, mesmo com a pressão momentânea de Pier Guidi e Vandoorne. O piloto da Porsche #6 abriu vantagem de mais de nove segundos antes do reabastecimento e controlou a prova até cruzar a linha de chegada na primeira posição da classe Hypercar.
Atrás dele, a disputa entre Molina e Vandoorne pelo segundo lugar foi acirrada até os minutos finais. Os dois entraram juntos nos boxes faltando 15 minutos para o fim; Vandoorne saiu na frente, mas Molina retomou a vice-liderança pouco depois.
Na LMGT3, o drama veio em forma de reviravolta tardia. Ben Barker liderava a prova com o Mustang #77 da Ford, resistindo à pressão de Richard Lietz (Porsche #92). Rigon ultrapassou Lietz e, após um toque com Barker, assumiu a liderança. Marino Sato protagonizou uma das manobras mais agressivas da prova ao ultrapassar Lietz e Barker em sequência, assumindo a vice-liderança.
Kelvin Van Der Linde também aproveitou o momento e colocou a BMW #46 em terceiro, seguido por uma grande recuperação de Augusto Farfus, que completou em quarto — resultado consistente para o brasileiro. As Iron Dames abandonaram a prova.
Contudo, o final da LMGT3 ainda reservava uma reviravolta pós-corrida: após análise dos comissários, a Ferrari #54 de Rigon foi penalizada com cinco segundos pela manobra sobre Barker. Com isso, a vitória mudou de mãos, e a McLaren da United Autosports herdou o P1, deixando a Ferrari apenas com o terceiro lugar.