WEC: High Class Racing poderá trazer a Isotta Fraschini de volta às pistas
Projeto de desenvolvimento técnico abre caminho para retorno do Hypercar, ausente das competições desde 2024.
A High Class Racing poderá ser responsável pelo retorno do Isotta Fraschini Tipo 6 LMH-C às pistas após anunciar uma parceria com a Michelotto Engineering e a Isotta Fraschini para o desenvolvimento técnico do protótipo. O carro, desenvolvido pela Michelotto, estreou na classe Hypercar do Campeonato Mundial de Endurance (WEC) em 2024 sob operação da Duqueine Team.
Em sua curta passagem pela categoria, o melhor resultado foi um 13º lugar nas 24 Horas de Le Mans daquele ano. Desde a etapa de Interlagos, realizada em 2024, o Tipo 6 LMH-C não voltou a competir. A nova colaboração com a equipe dinamarquesa, entretanto, abre a possibilidade de um retorno às competições nos próximos anos.
Tradicional participante da LMP2, a High Class Racing acumulou passagens por campeonatos como WEC, IMSA WeatherTech SportsCar Championship e European Le Mans Series com o Oreca 07 Gibson. Atualmente, a estrutura disputa a Michelin Le Mans Cup nas categorias LMP3 e LMGT3, além do Intercontinental GT Challenge. Segundo o proprietário da equipe, Anders Fjordbach, o projeto representa mais um passo na trajetória de crescimento da High Class Racing e reforça a ambição de alcançar a principal categoria do endurance mundial.
Fjordbach destacou que o trabalho desenvolvido pela equipe ao longo dos anos permitiu a construção de parcerias com diferentes fabricantes e a participação em competições de diversos continentes. O dirigente também elogiou o desempenho demonstrado pelo Tipo 6 LMH-C e ressaltou o profissionalismo e a dedicação apresentados pela Michelotto Engineering e pela Isotta Fraschini, demonstrando confiança no potencial da colaboração.
Ainda não há definição sobre qual campeonato receberá o protótipo em seu possível retorno. Uma das alternativas é a nova classe Hypercar da Asian Le Mans Series, prevista para estrear ainda nesta temporada. Já um retorno ao WEC exigiria um programa com pelo menos dois carros, requisito adotado pela categoria desde a temporada passada para novos fabricantes da classe principal.
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