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NASCAR: quando um carro da Pepsi venceu oito da Coca-Cola

Em 2004, a rivalidade entre as gigantes dos refrigerantes ganhou combustível extra nas pistas da NASCAR

25 ago 2025 - 11h54
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Jeff Gordon durante a Pepsi 400 de 2004
Jeff Gordon durante a Pepsi 400 de 2004
Foto: NASCAR

A disputa entre Coca-Cola e Pepsi é, até hoje, uma das maiores rivalidades do mercado. Embora a Coca detenha maior participação global, a Pepsi sempre buscou alternativas para enfrentar a rival. No esporte, e especialmente na NASCAR, a principal categoria do automobilismo norte-americano, essa batalha também se fez presente.

O início da disputa nas pistas

Em 1985, a Coca-Cola deu o primeiro passo ao patrocinar uma das provas mais tradicionais da categoria: as 600 Milhas de Charlotte, que passou a se chamar Coca-Cola 600. A Pepsi respondeu patrocinando as 400 Milhas de Daytona, rebatizadas como Pepsi 400.

Além das corridas, as marcas também passaram a estampar seus nomes em carros e pilotos ao longo dos anos.

2004: Pepsi com Gordon, Coca com Stewart

No início dos anos 2000, a rivalidade atingiu um novo patamar. Em 2004, a Pepsi tinha sob contrato ninguém menos que Jeff Gordon, então o piloto mais popular da NASCAR. A Coca-Cola apostava em Tony Stewart, outro grande nome da categoria.

Naquele ano, a Coca preparava o lançamento da Coca-Cola C2, versão com metade das calorias do refrigerante tradicional. A estratégia de marketing surpreendeu: em vez de lançar o produto em sua própria corrida (a Coca-Cola 600), a empresa escolheu justamente a Pepsi 400, em Daytona, território da rival.

A tropa de choque da Coca-Cola

Tony Stewart e Kurt Busch durante a Pepsi 400 de 2004
Tony Stewart e Kurt Busch durante a Pepsi 400 de 2004
Foto: NASCAR

Para aumentar as chances de vitória, a Coca-Cola formou uma verdadeira frota vermelha, patrocinando oito pilotos: além de Stewart, alinharam John Andretti, Greg Biffle, Ricky Rudd, Kevin Harvick, Kurt Busch, Bill Elliott e Jeff Burton.

O representante da Pepsi, Adam Harter, ironizou a estratégia:

“Eles obviamente não achavam que a Coca 600 era uma corrida grande o suficiente para trazer todos esses carros e escolheram a Pepsi 400, a melhor corrida do verão. Estamos lisonjeados por eles nos perseguirem.”

A corrida 

A corrida, porém, não saiu como a Coca-Cola planejava. Jeff Gordon largou da pole position, embora a estatística estivesse contra ele: há mais de 20 anos o pole não vencia a prova. Entre os rivais da Coca, apenas Rudd e Biffle se classificaram entre os dez primeiros; Stewart saiu em 17º.

Durante a corrida, Stewart ganhou posições e assumiu a liderança após a última janela de paradas, seguido por Kurt Busch, também representante da Coca-Cola. Em terceiro vinha Jeff Gordon, pressionado de perto por Dale Earnhardt Jr.

Na reta final, Gordon foi ultrapassado por Earnhardt, mas, ao mesmo tempo, conseguiu superar Busch. Pouco depois, contou com o apoio de seu companheiro de equipe, Jimmie Johnson. Em um jogo de vácuo, a dupla conseguiu ultrapassar Earnhardt e Stewart, assumindo a primeira e a segunda posições quando restavam apenas sete voltas para o fim.

Dali em diante, bastou administrar a vantagem: Gordon cruzou a linha de chegada em primeiro, com Johnson logo atrás, em segundo, quebrando o tabu da pole position e frustrando o plano da rival. Stewart ainda caiu para quinto. Depois da vitória, Gordon ironizou:

“Por algum motivo, havia muitos carros vermelhos na minha frente. Não sei o que eram, mas foi muito legal terminar à frente deles.”

O fim da Coca-Cola C2 e a Exclusividade da marca na NASCAR

O investimento agressivo da Coca não trouxe o retorno esperado. A C2 foi descontinuada apenas dois anos depois, ofuscada pelo lançamento da Coca-Cola Zero Açúcar, que rapidamente conquistou o público.

Em 2008, a Coca deu o troco fora das pistas: assinou um contrato de exclusividade com a NASCAR. Desde então, todos os produtos vendidos e anunciados nos autódromos passaram a ser da marca de Atlanta. Como consequência, a tradicional Pepsi 400 passou a se chamar Coca-Cola Zero 400, nome que mantém até hoje.

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