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Sob nova diretriz, FIA inicia testes mais rígidos e indica fim da polêmica das asas flexíveis

A partir desta terça-feira, 15 de junho, a FIA vai realizar testes mais rígidos para verificar eventual flexibilidade da asa traseira dos carros da Fórmula 1 com base na nova diretriz técnica, criada para evitar que equipes tirem vantagem de contar com elementos mais flexíveis

15 jun 2021 09h20
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FIA vai promover testes mais rígidos de deflexão das asas traseiras a partir desta terça-feira
FIA vai promover testes mais rígidos de deflexão das asas traseiras a partir desta terça-feira
Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool / Grande Prêmio
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Entre suspeitas de um lado e acusações de outro, uma nova polêmica eclodiu na Fórmula 1 nos últimos meses. Desde o GP da Espanha, a Mercedes acusa publicamente a Red Bull de usar uma asa traseira flexível em seus carros e acendeu ainda mais a rivalidade que nutre pela rival taurina. Em contrapartida, a equipe tetracampeã do mundo contra-atacou a Mercedes e a acusou de usar uma asa dianteira mais flexível e disse que a adversária, se quisesse protestar, teria de acionar também equipes como Alpine e Ferrari, que também fizeram, nas palavras de Christian Horner, uso da dita asa traseira flexível.

Mas a polêmica da vez tende a se encerrar nesta terça-feira (15). É quando começa a vigorar a nova diretriz técnica da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), que determina maior rigidez nos testes de deflexão das asas traseiras. O momento em que a diretriz passa a entrar em vigor também foi motivo de crítica, sobretudo de Toto Wolff, chefe da Mercedes.

"É incompreensível que dentro de quatro semanas você ainda não consiga tornar rígida uma asa traseira para a pista que provavelmente é a mais afetada em caso de uma asa traseira flexível. Isso nos deixa em terra de ninguém porque a diretriz técnica diz que o movimento de algumas asas traseiras foi julgado excessivo", bradou o dirigente austríaco antes do fim de semana do GP do Azerbaijão.

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Testes para verificação de flexibilidade das asas traseiras serão mais rígidos a partir desta terça-feira (Foto: F1)

Na oportunidade, Wolff, inclusive, ameaçou ir até os tribunais para questionar a legalidade da peça usada pela rival. "Atrasar a introdução, por qualquer motivo, nos deixa em um vácuo jurídico e deixa a porta aberta para protestos. Não somos nós, apenas, mas provavelmente duas equipes que são mais afetadas, talvez mais. Provavelmente, um protesto poderia terminar no Tribunal Internacional de Apelação da FIA, e essa é uma situação complicada, que pode levar semanas antes de termos um resultado. Não deveríamos ter deixado terminar nessa situação".

O fato é que, mesmo com ameaça da Mercedes e com a possibilidade de contragolpe da Red Bull, não houve protesto de nenhuma das partes no fim de semana do GP do Azerbaijão, vencido pelos taurinos com Sergio Pérez. Já a equipe heptacampeã do mundo teve de 'lamber as feridas' depois de outro duro revés na temporada 2021.

Apesar das acusações e suspeitas, as equipes submetidas a testes anteriores aos desta terça-feira para verificação de suposta flexão na asa traseira foram aprovadas sem maiores objeções. Horner, aliás, sempre bateu na tecla de que a Red Bull sempre foi aprovada quando passou por testes e inspeções por parte dos delegados técnicos da FIA.

A partir desta terça-feira, contudo, a entidade que determina as regras da Fórmula 1 vai aumentar de maneira considerável a pressão exercida nos apoios verticais das asas traseiras. Segundo o site holandês Racing News 365, haverá uma maior rigidez nos testes de recuo e de carga vertical, que consiste em puxar a asa traseira para trás e na instalação de pesos nos pilares de suporte.

No entanto, haverá um período de carência de um mês. Entre 15 de junho e 15 de julho, haverá uma tolerância de 20% sobre o quanto uma asa traseira vai poder flexionar de acordo com os limites estabelecidos pelo regulamento técnico. A partir de 16 do mês que vem, a tolerância será extinta em definitivo.

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