Quem violou o teto orçamentário da F1?
A novela do orçamento da F1 ganha novos capítulos e suspeitos às vésperas do GP do México
Normalmente, nas novelas, a pergunta que se faz é: “Quem matou?”. Às vésperas do GP da Cidade do México, uma pergunta volta a assombrar a F1: “Quem furou o teto?”. Ativo desde 2022, o tema aparece e, desde então, temos tido alguém caindo nas garras da dona FIA. Alguns menos e outros mais, sendo mais chamativo até então o caso da Red Bull.
Normalmente, os times têm até o final de março para entregar suas informações financeiras, e a FIA costuma divulgar os resultados das análises logo após as férias de verão, em setembro. Porém, causou estranheza não haver nenhum tipo de comunicado até o momento.
Não é segredo que a FIA tem um número reduzido em seus quadros para comandar esse tipo de análise, embora tenha ocorrido incremento no número de profissionais. Mas aqui vemos o mesmo fenômeno da parte técnica: os times contam com muito mais gente para poder agir, enquanto a FIA sofre com poucos recursos.
Não é à toa que, algum tempo atrás, o virtual presidente reeleito da FIA, Mohammed Ben Sulayem, propôs mudar o formato de fiscalização do teto orçamentário, tirando a responsabilidade da entidade e deixando que os times se autorregulassem. O assunto foi jogado no ar e não foi mais citado...
Voltando ao caso: o que circula é que a FIA está segurando a divulgação, pois dois times teriam descumprido as regras do teto orçamentário. Um deles teria sido a Aston Martin que, procurada pela equipe do site PlanetF1, teria reconhecido que houve um “erro de procedimento” e já teria firmado um acordo com a FIA, pagando uma multa.
Essa ação seria semelhante à que aconteceu com Williams e Alpine em anos anteriores, quando se reconheceram erros de procedimento, porém sem a comprovação de má-fé e com a cobrança de multa financeira e ressarcimento das despesas da FIA.
Porém, o outro time que teria descumprido as regras se encaixaria em um cenário muito semelhante ao da Red Bull em 2022, quando houve a caracterização de uma “falha sistêmica” na contabilização, o que levou à cobrança de uma portentosa multa e à perda de 10% no tempo de túnel de vento e uso de computadores para desenvolvimento.
O fato é que, enquanto não houver a confirmação da FIA, a especulação corre solta no paddock. Dizem alguns que esse time teria questionado as conclusões da FIA e que, somente após um acordo firmado, a entidade faria um comunicado oficial. Até lá, teremos que aguardar e ver o tiroteio de versões nas redes...
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