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Pilotos das gerações de Piquet e Senna acumulam tragédias

7 out 2014 - 14h36
(atualizado às 17h51)
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Pilotos brasileiros com o maior número de títulos (3) na história da Fórmula 1, Nelson Piquet e Ayrton Senna acumularam inúmeras glórias em suas carreiras no automobilismo mundial. Ambos, porém, também protagonizaram tragédias que ficarão para sempre marcadas nos livros de história do esporte a motor. Senna, por exemplo, morreu após acidente no Grande Prêmio de San Marino de 1994. Já Piquet se acidentou gravemente durante treino para as 500 Milhas de Indianápolis de 1992, mas conseguiu retornar no ano seguinte após uma recuperação bem sucedida. 

Além terem sido protagonistas, contudo, os dois também viram companheiros de suas respectivas gerações (anos 1980 e 1990) terem destinos trágicos ao longo de suas vidas. O último deles foi Andrea de Cesaris, que competiu com Piquet na F1 durante a década de 1980 e morreu neste domingo, após sofrer acidente de moto em Roma. Ele começou a carreira na McLaren, participou de 214 corridas na categoria e se tornou o piloto com maior número de provas disputadas na Fórmula 1 a não conseguir uma única vitória.

Alguns pilotos das gerações de Piquet e de Senna tiveram um destino infeliz. Além do acidente fatal de Andrea de Cesaris, relembre, abaixo, outros fatos trágicos que custaram as carreiras e, na maioria dos casos, as próprias vidas de personagens que competiram na mesma época que os dois brasileiros com maior número de títulos na história da Fórmula 1.

Gilles Villeneuve (1982)

O canadense somava seis vitórias na F1 e milhares de fãs ao redor do planeta. Aos 32 anos, porém, sofreu um acidente fatal no GP da Bélgica de 1982. Villeneuve estava em sua última volta rápida no treino classificatório para a prova, quando colidiu com o March de Jochen Mass em uma curva de alta velocidade - o alemão retornava lentamente para os boxes. A Ferrari do canadense capotou seguidamente, e o cockpit se soltou do carro, sendo lançado para a tela de proteção. Quando os médicos chegaram ao local, Villeneuve já não respirava mais. Uma morte na Fórmula 1 só causaria tamanha comoção 12 anos depois, quando Ayrton Senna se acidentou em Ímola.

Foto: Getty Images

Riccardo Paletti (1982)

O italiano tinha somente 23 anos quando se alinhou pela primeira vez em um grid completo na Fórmula 1. O GP do Canadá de 1982 seria apenas a segunda prova dele na principal categoria do automobilismo mundial. No momento da largada, porém, os semáforos demoraram mais tempo que o habitual para sinalizar a partida, e, neste intervalo de tempo, o motor do pole position, Didier Pironi, morreu. Como resultado, o carro ficou parado no meio do grid, e os outros bólidos tiveram que desviar para não provocar um acidente. Paletti não conseguiu. Chocou-se a 180 km/h contra o carro de Geoff Lees, sofreu graves ferimentos no tórax e faleceu após o combustível de seu veículo provocar um incêndio. Era a segunda morte na F1 em um intervalo de duas semanas.

Elio de Angelis (1986)

O talentoso piloto italiano havia estreado na Fórmula 1 há sete anos, quando, em 1986, teve um fim de vida trágico. Aos 28 anos, Elio de Angelis foi contratado pela Brabham para substituir exatamente a Nelson Piquet – que saíra para a Williams -, mas morreu durante um teste no circuito de Paul Ricard, na França. O acidente fatal foi provocado pela soltura da asa traseira do carro, que perdeu pressão aerodinâmica nas rodas traseiras, capotou sobre uma barreira e pegou fogo. O italiano não conseguiu sair do bólido sozinho e, após a demora de aproximadamente 30 minutos para a chegada de um helicóptero de resgate, faleceu asfixiado pela fumaça.

Foto: Mike King / Getty Images

Didier Pironi (1987)

Vice-campeão da Fórmula 1 em 1982, o francês abandonou a categoria exatamente no fim daquela temporada, após um grave acidente. Foi em 1987, porém, que ele faleceu. Pironi estava disputando uma corrida de lanchas offshore no sul da Inglaterra, quando capotou após uma onda provocada pelo petroleiro Avon. A morte de Pironi foi instantânea, assim como as dos outros dois ocupantes da embarcação. Esta era a primeira de uma sequência de tragédias que seriam protagonizadas por parceiros de Piquet e Senna fora da Fórmula 1.

Alessandro Nannini (1990)

Em 1990, o italiano, então com 31 anos, tinha tudo para fazer uma grande temporada na Fórmula 1. Seu novo companheiro na Benetton, afinal, seria simplesmente Nelson Piquet, já tricampeão mundial. Nannini, contudo, teve que abreviar a sua promissora carreira na categoria por causa de um fato infeliz ocorrido fora das pistas. Após três pódios no início do ano, o piloto sofreu um grave acidente de helicóptero na Itália e perdeu o antebraço direito (que depois foi reimplantado). A aeronave caiu de traseira no momento do pouso, e Nannini foi lançado sobre um dos rotores, que decepou parte de seu braço. O italiano não retornou mais à F1 (sendo substituído por Roberto Moreno), mas ainda correu de Superturismo antes de se aposentar do automobilismo. Ele atualmente tem 55 anos.

Foto: Pascal Rondeau / Getty Images

Roland Ratzenberger (1994)

O austríaco tinha 33 anos e, em 1994, estava em sua primeira temporada na Fórmula 1. O trágico Grande Prêmio de San Marino – que contou com grave acidente de Rubens Barrichello na sexta-feira e morte de Ayrton Senna no domingo -, porém, encerrou a vida de Ratzenberger no treino classificatório de sábado. Ele estava em volta rápida, quando, ao entrar para contornar a veloz curva Villeneuve, viu a asa dianteira de sua Simtek se soltar. Sem controle, o carro se chocou violentamente contra o muro, a cerca de 308 km/h, e o austríaco teve fraturas múltiplas no crânio e no pescoço. Ele foi anunciado morto oito minutos após ter dado entrada no Hospital Maggiore de Bolonha.

Michelle Alboreto (2001)

O italiano competiu na Fórmula 1 por 13 anos e dividiu grid com Nelson Piquet e Ayrton Senna em diversas oportunidades. Depois de se aposentar em 1994, o piloto resolveu se dedicar a outras categorias do automobilismo mundial e até teve sucesso, conquistando o título das 24 horas de Le Mans em 1997, por exemplo. Em 2001, quando era o principal favorito a faturar a tradicional prova francesa de novo, porém, Alboreto morreu após grave acidente em um treino. Ele cruzava a reta do circuito alemão de Lausitzring, na Alemanha, a 300 km/h, quando um objeto cortante rasgou um de seus pneus, e o seu Audi R8 decolou. Depois de várias capotagens, o carro só parou após bater no guard-rail.

Alessandro Zanardi (2001)

O italiano correu na Fórmula 1 entre 1991 e 1994 e depois na temporada 1999. Foi na Champ Car (antiga Fórmula Indy), porém, que conseguiu as maiores glórias de sua carreira e que também sofreu um gravíssimo acidente. Em 15 de setembro de 2001, já bicampeão da categoria (1997 e 1998), Zanardi foi atingido pelo carro de Alex Tagliani no GP de Lausitzring a mais de 300km/h. O violento impacto fez com que ele perdesse as duas pernas e recebesse a extrema-unção ainda na pista. Porém, o italiano se recuperou de maneira incrível e retomou sua carreira esportiva no paraciclismo, modalidade na qual conquistou três medalhas (duas de ouro e uma de prata) nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012. O piloto também competiu em provas de turismo em carros adaptados.

Foto: Martin Rose / Getty Images

(Crédito das fotos: Getty Images)

Fonte: Terra
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