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Palavra de médico e silêncio com FIA: Racing Point tenta explicar 'Strollgate'

Semanas de sintomas e testes negativos antes de Nürburgring e dez dias de silêncio após o teste positivo. A Racing Point afirma que nada comunicou à FIA por conta da palavra do médico consultado no 'Strollgate'

21 out 2020
13h32
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Otmar Szafnauer anda incomodado com o assunto Vettel
Otmar Szafnauer anda incomodado com o assunto Vettel
Foto: Racing Point / Grande Prêmio

A Racing Point se posicionou oficialmente em relação ao diagnóstico positivo de Lance Stroll para Covid-19 mais de uma semana depois de ficar fora do GP de Eifel por conta de mal-estar. A equipe garantira que não se tratava do novo coronavírus mesmo após ter de chamar Nico Hülkenberg às pressas, mas agora se explicou. Ou ao menos tentou se explicar quanto ao 'Strollgate'.

A palavra oficial veio por meio do chefe de equipe Otmar Szafnauer. No fim de semana em Nürburgring, responsável por dizer que Stroll fora testado e o coronavírus estava descartado.

Szafnauer afirmou que Stroll revelou as dores estomacais ainda no fim de semana da Rússia e, mesmo assim, seguiu testando negativo. Em Nürburgring, após confirmar que ficaria de fora no sábado, deixou a bolha da Fórmula 1 e testou positivo, finalmente, no domingo da corrida.

"Como informado por Lance nas redes sociais nesta manhã, a Racing Point pode confirmar que ele testou positivo para Covid-19 no dia 11 de outubro, domingo. Ele deixou a bolha da F1 na Alemanha no dia 10, já que não poderia competir por sentir dores estomacais", disse.

Lance Stroll teve coronavírus, mas optou pelo silêncio por mais de uma semana (Foto: Racing Point)

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'Strollgate', uma linha do tempo: da indisposição ao segredo.

"Ele passou a nós a informação de que sentia tais dores, primeiramente, na semana do GP da Rússia, e, em seguida, testou negativo para Covid-19 diversas vezes, em testes feitos tanto sob os protocolos da FIA quanto os da Racing Point", lembrou.

"Testou negativo, também, na chegada à Alemanha, no teste oficial pré-GP de Eifel. As dores voltaram no domingo, o que forçou Lance a desistir da corrida e ficar no motorhome, longe do paddock. Ele realizou uma consulta médica e o doutor afirmou que não se tratavam de sintomas de Covid-19, portanto sem necessidade de novo teste. Baseado nisso, não houve necessidade de informar à FIA a natureza de seu mal-estar", explicou.

"Lance, então, voou para sua casa na Suíça no domingo, de jatinho privado, de acordo com o protocolo da equipe. Ele foi testado em casa e recebeu o resultado positivo no dia seguinte. Ele seguiu isolado por 10 dias a partir da data do teste, tal como manda a lei local. Na segunda-feira desta semana ele testou negativo e viajou para o GP de Portugal", seguiu.

"Todos os membros da Racing Point no GP do Eifel voltaram ao Reino Unido em voo particular e testaram negativo em suas chegadas, tal como no teste pré-GP de Portugal", garantiu.

O anúncio da doença de Stroll colocou em dúvida o funcionamento da bolha da Fórmula 1 e veio apenas após o canadense voltar a testar positivo e garantir presença no GP de Portugal. A dúvida é se o 'Strollgate' viu seu capítulo derradeiro.

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