F1: Alonso detalha problemas da Aston Martin e prevê mais corridas "dolorosas"
Espanhol afirmou que equipe já identificou as principais fraquezas do carro e espera mudanças após as férias de verão
Fernando Alonso fez uma análise contundente sobre o início de temporada da Aston Martin após o GP de Mônaco. Apesar de na pista a equipe ter conseguido um top 10 no Principado, o espanhol afirmou que os primeiros meses de 2026 serviram para expor praticamente todas as deficiências do projeto.
Questionado sobre os pontos positivos do fim de semana em Monte Carlo, Alonso foi direto ao avaliar a situação da equipe.
"Não há nada de positivo para tirar deste fim de semana; até agora, este ano, corremos em circuitos muito diferentes e todos eles deixaram muito claro quais são algumas das nossas fraquezas."
O bicampeão mundial então detalhou, corrida por corrida, os principais problemas encontrados pela Aston Martin ao longo da temporada.
"Na Austrália, vimos que nosso motor estava muito abaixo do padrão, na China, que nossa potência estava muito abaixo do padrão, em Mônaco, que nosso chassi estava abaixo do padrão e, no Canadá e em Miami, que nossa caixa de câmbio era muito ruim."
A Aston Martin iniciou 2026 cercada de expectativas por conta da nova parceria com a Honda e das mudanças no regulamento técnico. No entanto, a equipe tem enfrentado dificuldades em praticamente todas as áreas do carro, conseguindo disputar posições apenas com equipes do fundo do grid.
Apesar do diagnóstico severo, Alonso garantiu que a equipe já entende exatamente quais medidas precisam ser tomadas para reverter a situação.
"Acho que cada circuito evidenciou algumas das nossas fraquezas no carro, mas o lado positivo é que temos uma compreensão muito clara das medidas que precisam ser tomadas em cada uma das áreas."
Segundo o espanhol, as atualizações planejadas para a segunda metade da temporada deverão atacar individualmente cada um dos problemas identificados.
"Para a segunda parte do ano, o pacote que tentaremos desenvolver abordará todos esses problemas individualmente."
Mesmo mantendo a confiança no projeto liderado por Adrian Newey e na parceria com a Honda, Alonso reconheceu que os próximos compromissos ainda devem ser complicados para a equipe.
"Tenho total fé e confiança na equipe, porque nossa impressão e nossa sensação é que este carro mudará drasticamente o que estamos vivenciando agora, então só temos que esperar por mais quatro ou cinco corridas dolorosas."
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