Mais uma vez, o xadrez da gestão dos motores aparece na F1
A quebra de Lando Norris no GP da Holanda traz um fator que sempre aparece nesta altura da temporada da F1: a gestão de motores
Chega a segunda parte do campeonato e volta um fantasma a atormentar pilotos e equipes: a gestão dos motores. O tema voltou a aparecer na mesa com a quebra de Lando Norris no final do GP da Holanda e ficou a pergunta: qual seria a punição do britânico em Monza caso fosse trocar toda a sua unidade de potência.
Vamos às regras. No Artigo 28 do Regulamento Esportivo da F1, mais especificamente no item 28.2, é previsto que cada piloto deve usar ao longo da temporada: 4 unidades de motor a combustão (ICE), 4 MGU-K e MGU-H, 4 Turbo Compressores (TC), 2 baterias (ES), 2 unidades de Controle Eletronico (CE) e 8 escapamentos (EX).
Estes itens são controlados pela FIA e divulgados antes de cada corrida no site da categoria. Uma troca além destas quantidades implicam em penalidades. A primeira mudança leva a uma perda de 10 posições no grid de largada.As alterações posteriores acarretam uma perda de 5 posições no grid. Lembrando que a punição é para a corrida principal.
A situação dos pilotos antes do GP da Holanda era essa:
Logo se percebe que tanto Norris como Piastri estavam no limite de suas unidades. Esta é uma gestão que os times fazem ao longo do ano. Normalmente, as unidades antigas ficam disponiveis para os treinos livres, enquanto as mais novas ficam para treinos e corrida.
Nesta altura, vimos em outras temporadas os times verificarem qual é o melhor momento para fazer algum tipo de troca, minimizando os impactos. Analisando a frieza dos dados, uma troca geral agora levaria uma punição de 60 posições no grid. Ou seja: na McLaren ambos largariam dos boxes, independente de quão rápidos fossem na Classificação.
Um dado não confirmado dá conta que a McLaren já teria programado a troca da unidade do carro de Lando Norris para Monza. Embora não seja uma pista de tão facil ultrapassagem por conta da baixa efetividade do DRS, a diferença de potência trazida por uma unidade nova completa (cerca de 60 cv) compensaria apostar. E já permitir ter peças novas para circuitos que exigem muito como Cidade do México, São Paulo e Las Vegas (os dois primeiros pela altitude e Las Vegas pelo tempo de aceleração).
Neste ponto, a McLaren pode optar por usar peças disponíveis para Norris ou fazer trocas parciais, minimizando o impacto da punição. Em todo caso, Piastri também deve ser impactado em algum momento, embora esteja em uma situação mais tranquila no campeonato.
Agora, o xadrez da administração de motores entra em campo. Embora a McLaren tenha dito que não foi problema da Mercedes, foi a primeira falha de motor desde Estados Unidos 2023. E nesta fase, qualuqer detalhe faz toda a diferença...