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"Louco prudente", Barrichello diz que primeira vitória o fez ganhar respeito na Ferrari

Relembrando o triunfo no GP da Alemanha de 2000, o brasileiro afirmou que o mais marcante foi a conversa que teve com Ross Brawn pelo rádio perto da bandeira quadriculada

30 jul 2020
04h15
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A festa no pódio
A festa no pódio
Foto: AFP / Grande Prêmio

Rubens Barrichello guarda carinhosas memórias de sua primeira vitória na Fórmula 1, que completa 20 anos neste 30 de julho. Mas mais do que o gosto do triunfo com a Ferrari, lembra da conversa com Ross Brawn e como chegou a ser chamado de louco pelo dirigente, mas ganhou enorme respeito internamente com a decisão que tomou.

Hockenheim foi o palco do triunfo do brasileiro. A temporada de 2000 marcou a primeira do piloto na escuderia de Maranello, tendo assinado com o time italiano após campanha bastante forte com a Stewart um ano antes - foram três pódios e uma vitória que escapou de suas mãos em Interlagos por conta de problemas mecânicos.

Mas as coisas na Alemanha começaram difíceis: na classificação, ficou no fim do grid. "Meu motor havia quebrado, fiquei esperando mudar. Saí faltando dez minutos para o fim, a pista já estava molhada e fiz o 18º tempo dos 22 que estavam lá presentes", como contou exclusivamente ao GRANDE PRÊMIO.

Dada a largada, começou a escalar o pelotão. Na 15ª volta da prova, já aparecia em terceiro após ter ganhado 15 posições. Depois, duas entradas do safety-car até ajudaram o brasileiro, mas não tanto quanto ficar com pneu slick em uma pista que começou a ficar encharcada com a chegada da chuva.

O choro da alegria (Foto; AFP)
O choro da alegria (Foto; AFP)
Foto: Grande Prêmio

Prudente, mas ousado, garantiu o primeiro triunfo aos 28 anos. "A primeira vitória veio inesperada pelo simples fato de que, no sábado, fui dormir muito triste com a 18ª colocação. Tinha motivos para estar feliz, por ter me classificado na corrida", falou ao GP.

"Na largada, uma Ferrari em 18º nunca é bom. Saí e a prova foi se modelando a mim, o carro estava muito rápido. Logicamente que toda a história do safety-car e tudo ajudou, mas o que ajudou mesmo foi o final, ficar com o pneu slick na chuva e o bate-papo, digamos assim, com o Ross Brawn no rádio a respeito [do pneu]", seguiu.

"Ele me chamou de louco, mas um louco prudente que ganharia a corrida. Realmente ganhei muitos pontos naquela prova, não só da vitória, mas também com o respeito por tomar a própria decisão em um momento que precisava", concluiu.

Depois da corrida em Hockenheim, conseguiu mais oito vitórias com a Ferrari, onde ficou até 2005. Ainda passou pela Honda, ficando três temporadas sem triunfos, Brawn GP, subindo duas vezes ao degrau mais alto do pódio, e Williams, sua última casa antes de deixar a F1 em 2011.

Grande Prêmio
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