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Gasly se livra da AlphaTauri e aposta em emergente Alpine para próximo passo justo

Pierre Gasly deixou o grupo Red Bull e a AlphaTauri e assinou com a Alpine para tentar crescer na carreira. Ainda que esteja longe de uma eventual briga por título, o francês mostra que quer mais do que apenas tentar levar uma equipe pequena nas costas. E agora encara também um bom desafio interno contra um antigo desafeto, Esteban Ocon

11 out 2022 - 04h01
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Pierre Gasly depende da liberação de Colton Herta para saber onde vai correr em 2023
Pierre Gasly depende da liberação de Colton Herta para saber onde vai correr em 2023
Foto: AlphaTauri / Grande Prêmio

Pierre Gasly proporcionou um dos principais momentos do mercado de pilotos para 2023 ao trocar a AlphaTauri pela Alpine. Com contrato de mais 1 ano com a equipe de Faenza e o grupo Red Bull, o francês optou por mudar de casa, ingressando na equipe de seu país e que, hoje, pertence a uma faixa do pelotão mais avançada do que a do seu atual time.

Em termos de pontuação, Gasly deixa a atual nona colocada do Mundial de Construtores e parte para a equipe que vem na quarta posição. Ainda, sai de uma AlphaTauri em claro viés de baixa para tentar a sorte em uma Alpine que está entre os times mais emergentes da categoria. E que sonha alto para os próximos anos.

Mas talvez nem valha a pena mergulhar em um quase devaneio da Alpine aqui, é mais jogo nos atermos aos fatos. E os fatos são claros: a Alpine é uma equipe com teto infinitamente maior que o da AlphaTauri, tem bons profissionais, já tinha bons pilotos e pode ter um orçamento de gente grande. Era a escolha óbvia.

Gasly vai formar uma dupla 100% francesa na Alpine (Foto: AlphaTauri)

Mais do que isso, o recado que Pierre passa é nítido: o rapaz não estava mais feliz com o que tinha na AlphaTauri. Também pudera, o 2022 da escuderia é miserável. Foram duas temporadas dignas, é verdade, mas muito do relativo sucesso se devia ao talento de Gasly. Em 2022, o cenário piorou bastante, com um carro bem mais fraco e, principalmente, que quebra a todo momento e deixa o talentoso piloto quase que de mãos atadas semanalmente.

Ficar na AlphaTauri apenas indicaria que o francês não superou a Red Bull e que estaria disposto a esperar eternamente por uma segunda chance que, muito provavelmente, jamais viria. Gasly pode até achar que foi injustiçado por durar um semestre só no time austríaco e com um carro bastante meia-boca, mas passou, é hora de seguir em frente. E seguir em frente significava trocar os rumos de sua carreira.

Assinar com a Alpine também não significa sepultar os sonhos de ser campeão do mundo. Por mais que dificilmente a equipe atinja esse patamar em um futuro próximo, Pierre pode muito bem fazer como Carlos Sainz e ir aos poucos avançando até a hora de chegar em uma Ferrari ou mesmo uma Mercedes, em eventual cenário de aposentadoria de Lewis Hamilton. É um movimento interessante em todos os aspectos para ele.

Esteban Ocon vai ser o parceiro de Pierre Gasly na Alpine (Foto: Alpine)

Pelo lado da Alpine, é uma contratação certeira. Sem Fernando Alonso e Oscar Piastri, que foram tão cozinhados pela equipe por tantos meses, os franceses só sairiam bem do mercado com um nome muito pesado. E, atualmente, Gasly o é. E tirá-lo do esquema Red Bull mostra força para quem tinha acabado de ser derrotada nos bastidores seguidamente por Aston Martin e McLaren.

Mas agora o time também não pode parar por aí. Investir pesado em piloto não é novidade por ali, assim já havia sido com Nico Hülkenberg, Alonso e, principalmente, Daniel Ricciardo. É preciso ir além. E isso envolve tirar o escorpião do bolso e não ficar apenas nas promessas: é hora da Alpine bater no limite do teto orçamentário, como já fazem Mercedes, Ferrari e Red Bull. Só assim para encarar esse trio de frente.

Há ainda mais um fator na chegada de Gasly na Alpine, este talvez o mais curioso de todos: a relação com Esteban Ocon. Sim, são franceses, são jovens, se conhecem bem e, definitivamente, não são muito chegados. Existe ali uma animosidade que vem desde os tempos de kart, em que os rapazes deixaram de ser amigos e se tornaram rivais ferrenhos. Desde então, quase nem se falavam.

Otmar Szafnauer, chefe da Alpine, precisava de um piloto pesado (Foto: F1)

Ocon garante que não tem mais problemas com Gasly e abre os braços para receber o compatriota no agora time inteiramente francês, mas o histórico de relacionamento de Esteban com seus companheiros não chega a ser dos mais amistosos, com Sergio Pérez, Alonso e até Pascal Wehrlein, no começo de tudo, na Manor.

Da parte de Gasly, a convivência tende a ser mais tranquila. Pierre não costuma se envolver em confusões internas e isso vem desde os tempos de categoria de base. Agora é um outro nível, é verdade, é um cara de quem ele realmente nunca foi fã. Pode ser que a coisa mude de figura.

Fato é que a Alpine se firmou como uma equipe das mais interessantes para 2023. Não que já não fosse, afinal, tinha Alonso ali, mas agora ganha o ingrediente extra da rivalidade. É uma das duplas mais talentosas do grid, um carro promissor e a tendência de confusões. Cenário ideal para o fã de automobilismo.

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