Ferrari reconhece falta de "mentalidade vencedora" da era Schumacher na F1 2022
Mattia Binotto, chefe da Ferrari, reconheceu que a equipe não tem a mesma força mental do início dos anos 2000, quando Michael Schumacher liderou o time para a conquista de vários campeonatos
Depois de um começo empolgante de temporada, com Charles Leclerc vencendo duas das três primeiras corridas e abrindo boa vantagem na liderança da Fórmula 1, a Ferrari deixou a desejar em 2022. A equipe não conseguiu competir com a Red Bull e Max Verstappen e só venceu quatro corridas, enquanto os taurinos triunfaram impressionantes 12 vezes.
Mattia Binotto, chefe do time de Maranello, explicou que ainda falta algo importante para conseguir brigar com Red Bull e Mercedes por títulos, o aspecto psicológico: "Aquela mentalidade vencedora que existia na era Schumacher e que te impulsionava a fazer melhor após cada vitória", disse o dirigente em entrevista à edição italiana do Motorsport.com.
Binotto está na Ferrari há 27 anos e viu momentos importantes do esquadrão que teve Michael Schumacher no volante, mas também grandes nomes nos bastidores, com Jean Todt, Ross Brawn e o projetista Rory Byrne.
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O italiano relembra um momento especial de sua carreira no time italiano, a primeira vitória do heptacampeão com o time em 1996, no GP da Espanha: "Foi também a minha primeira vitória. Quando ouvi o hino, percebi o que significa ser Ferrari. Então começamos a ganhar campeonatos em 1999 e 2000", recordou Mattia.
Binotto assumiu o comando da equipe italiana no início de 2019, substituindo Maurizio Arrivabene. A Ferrari passou por momentos bem distintos nesses anos, com um 2020 muito complicado e evolução nas duas últimas temporadas. O dirigente italiano ressalta que essas experiências moldaram a equipe, mas reconhece que é preciso dar um passo adiante para brigar por títulos depois de um 2022 com fortes críticas por erros de estratégias e pit-stops.
"Nós estamos vindo de temporadas muito difíceis, de um sexto lugar no campeonato de construtores de 2020. Foram anos que nos marcaram, porque sofremos pressões e críticas. E de certa forma eles nos moldaram", explicou Binotto.
"[Mas] não é mais suficiente fazer bem a lição de casa. Para vencer, você precisa continuar progredindo e melhorando, e para isso temos que dar 120%, se não 130%. Prometemos que seríamos competitivos novamente e cumprimos essa promessa. Mas o que eu quero dizer é que, entre ter um carro que desempenhe e pilotos de alto desempenho e de fato consolidar a capacidade de tirar o máximo de todas as situações, ainda há um passo a percorrer", concluiu Mattia.
A Ferrari ocupa atualmente a segunda posição no Mundial de Construtores e viu a vantagem para a Mercedes cair para apenas 35 pontos. A equipe italiana volta às pistas neste fim de semana para o GP de Singapura, 17ª etapa da temporada da Fórmula 1, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
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