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Felipe Nasr enfrenta "seca de vitórias" para tentar chegar à F1; conheça

Em meio a especulações, brasiliense busca vaga na elite do automobilismo; no entanto, enfrenta a falta de resultados e de apoio de equipes para chegar

1 nov 2013
08h03
atualizado às 09h21
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<p>Com bons patrocinadores e resultados regulares na base, Nasr luta contra falta de vitórias e de equipes interessadas</p>
Com bons patrocinadores e resultados regulares na base, Nasr luta contra falta de vitórias e de equipes interessadas
Foto: Paolo Pellegrini / Divulgação

O nome do brasiliense Felipe Nasr é presença frequente nas especulações a respeito de vagas na Fórmula 1. Aos 21 anos, o piloto da tradicional equipe Carlin na GP2 disputa títulos com recorrência nas categorias e base, e passou a se destacar no Brasil diante da escassez de pilotos do País na briga por espaço na elite do automobilismo mundial. No entanto, convive com a desconfiança e com o número "candidatos por vaga" na F1 atrapalhando seu acesso.

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Nascido em 21 de agosto de 1992, Luiz Felipe de Oliveira Nasr teve um caminho natural até o automobilismo. O brasiliense é sobrinho de Amir Nasr, proprietário da equipe que leva seu nome e que já conquistou títulos na Fórmula 3 Sul-Americana com Vitor Meira (2000) e Juliano Moro (2001). Foi com a Amir Nasr Racing, por sinal, que Felipe fez sua estreia em monopostos em 2008, depois de oito anos (2000 a 2007) e 11 títulos (entre várias categorias) no kart.

<p>Pela equipe Carlin, brasiliense entrou na briga pelo título da GP2 em 2013, mas em desvantagem para líderes</p>
Pela equipe Carlin, brasiliense entrou na briga pelo título da GP2 em 2013, mas em desvantagem para líderes
Foto: Paolo Pellegrini / Divulgação

O começo com os carros de fórmula não decepcionou, com duas provas e um pódio na Fórmula BMW Américas. Assim, em 2009, Felipe passou a disputar a Fórmula BMW europeia pela equipe EuroIntercontinental, pela qual correram nomes secundários do automobilismo, como Christian Danner, Roberto Guerrero, Jovy Marcelo, Tony Bettenhausen, Andrea Chiesa e Andrea Montermini. Resultado: o título da categoria, com 14 pódios (cinco vitórias) em 16 corridas.

Embora não seja uma das principais escolas do automobilismo, a Fórmula BMW abriu as portas da mais tradicional categoria de acesso à Fórmula 1: a Fórmula 3 britânica. E depois de um quinto lugar na temporada de 2010, com uma vitória, o brasiliense chegou ao topo em 2011: correndo pela Carlin, faturou o título da F3 e repetiu a conquista de nomes como Jim Clark, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Ayrton Senna e Mika Hakkinen, entre outros.

No tira-teima do ano, o tradicional Grande Prêmio de Macau (que reúne pilotos de diversas “divisões” continentais da F3), Nasr também não decepcionou: fechou 2011 com o segundo lugar na prova, superado apenas pelo alemão Marco Wittmann, mas deixando para trás nomes como Valtteri Bottas, Daniel Juncadella, Marco Asmer, Kevin Magnussen, Carlos Sainz Junior, António Felix da Costa e Pietro Fantin.

Sete rivais de Nasr para chegar à F1
Kevin Magnussen (DIN)
Campeão da F-Renault 3.5 em 2013, conta com o apoio da McLaren para correr por um time menor na F1 já em 2014
António Felix da Costa (POR)
Era nome certo na Toro Rosso, mas acabou surpreendido com a contratação de Daniil Kvyat para correr com Jean-Eric Vergne
James Calado (GBR)
Piloto de testes da Force India, com direito a participação em treinos livres com a equipe em 2013, busca vaga de titular em 2014
Fabio Leimer (SUI)
Atual líder da GP2, já foi cotado para substituir o mexicano Esteban Gutierrez na Sauber durante a temporada 2013
Sam Bird (GBR)
Protegido da Mercedes, na qual sofre para brigar com Nico Rosberg e Lewis Hamilton, começa a ser considerado "maduro demais"
Carlos Sainz Junior (ESP)
Outro piloto do programa de formação de piloto da Red Bull, pode aparecer na Toro Rosso em caso de saída de um dos titulares
Daniel Juncadella (ESP)
Começa a colher bons resultados na Fórmula 3, a ponto de pilotar pela Williams no teste de novatos de 2013

No entanto, a transição da Fórmula 3 para a GP2 tem sido mais difícil para Felipe Nasr do que os números podem indicar. Contratado pela tradicional DAMS em 2012, foi o 10º colocado na primeira temporada no “último degrau” antes da F1; em 2013, pela Carlin (mais uma vez), começou o ano na briga pelo título, mas viu os favoritos Fabio Leimer e Sam Bird se distanciarem nas duas primeiras posições.

Neste intervalo, o brasiliense não venceu qualquer corrida. Aliás, a última vez que Felipe Nasr venceu um prova oficial foi em 17 de julho de 2011, no Circuito de Paul Ricard (França), ainda pela Fórmula 3. Ao Terra, um ex-piloto de F1 apontou a falta de vitórias e a ausência de apoio de uma equipe de Fórmula 1 como os principais obstáculos para que Nasr suba para a principal categoria do automobilismo mundial.

Ainda segundo a fonte ouvida, o brasileiro tem como principal antagonista o dinamarquês Kevin Magnussen, campeão da Fórmula Renault 3.5 em 2013 e apoiado pela McLaren – a equipe já o deseja em um time menor em 2014 para “aprender”. Curiosamente, Nasr e Magnussen foram adversários diretos na F3 britânica em 2011, com vitória do brasileiro no fim: 318 pontos, contra 237 do rival. Nomes como António Felix da Costa, Carlos Sainz Junior (Red Bull), Sam Bird (Mercedes) e James Calado (Force India) também saem na frente do brasileiro no suporte de times.

<p>Nasr chegou à GP2 em 2012 (foto), mas ainda não venceu na categoria; última vitória veio em julho de 2011, ainda pela Fórmula 3</p>
Nasr chegou à GP2 em 2012 (foto), mas ainda não venceu na categoria; última vitória veio em julho de 2011, ainda pela Fórmula 3
Foto: Divulgação

Mas embora leve desvantagem de concorrentes nos dois quesitos, Nasr tem se mostrado competitivo o suficiente para chamar a atenção de equipes intermediárias da F1. Além disso, conta com patrocínios fortes, fator que pode ajudar ainda mais a abrir portas em times que lutam para fechar as contas no azul. Desta forma, não será surpresa se puder se juntar à lista de pilotos patrocinados que mostram bons resultados na Fórmula 1 – casos de pilotos como Sergio Perez e Pastor Maldonado, por exemplo.

Fonte: Terra
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