F1: Wolff questiona sequência de atualizações da Ferrari e cita teto orçamentário
Chefe da Mercedes diz estranhar ritmo de desenvolvimento da rival e acredita que a equipe italiana pode ficar sem margem no teto de gastos
O chefe da Mercedes, Toto Wolff, levantou dúvidas sobre a capacidade da Ferrari de seguir introduzindo atualizações no SF-26 sem ultrapassar o teto orçamentário da Fórmula 1. Após o Grande Prêmio da Áustria, onde a equipe italiana estreou uma nova especificação de motor, além de mudanças na asa dianteira e outras peças, o dirigente afirmou estar surpreso com o ritmo de desenvolvimento da Scuderia.
"Estamos um pouco surpresos com a capacidade da Ferrari de introduzir essas grandes atualizações no carro da maneira como faz."
Wolff destacou que a Mercedes não possui margem financeira suficiente dentro do teto de custos para adotar uma estratégia semelhante e acredita que a Ferrari deverá sentir esse impacto ao longo da temporada.
"Na minha opinião, eles logo ficarão sem dinheiro, dinheiro do teto de custos, porque nós não podemos fazer isso. Simplesmente não temos margem suficiente no teto de custos para conseguir importar tantas peças da maneira que eles importam."
O dirigente ainda afirmou que espera uma redução no ritmo de desenvolvimento da Ferrari nas próximas etapas, permitindo que as demais equipes diminuam a diferença.
"Então, espero que isso mude no final da temporada, quando eles não puderem trazer mais melhorias. Pelo menos, a lógica diz isso, e nós voltaremos com mais novidades."
Desde a pausa do calendário em abril, a Ferrari tem levado novidades praticamente a cada fim de semana de corrida. Além dos grandes pacotes aerodinâmicos apresentados em Miami e Barcelona, a equipe promoveu diversas revisões menores ao longo da temporada e também introduziu uma nova especificação da unidade de potência na Áustria.
Wolff também chamou atenção para o fato de a Ferrari já ter desenvolvido rapidamente seu novo motor, mesmo antes da confirmação dos benefícios previstos pelo programa ADUO da FIA, que concede vantagens às fabricantes com menor desempenho em suas unidades de potência.
"A Ferrari parece não ter limites nesse aspecto; além disso, eles esperavam um ADUO e estão lançando um motor novo. Então, eles devem ter começado o desenvolvimento há seis meses."
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