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Fórmula 1

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F1: Hamilton vê Mercedes muito à frente e duvida que Ferrari elimine diferença em 2026

Britânico afirma que desvantagem da unidade de potência da Ferrari ainda é grande

29 jun 2026 - 09h31
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Foto: Divulgação / Ferrari

Lewis Hamilton acredita que a Ferrari ainda está longe de igualar o desempenho da unidade de potência da Mercedes. Após terminar o Grande Prêmio da Áustria na quinta posição, o britânico afirmou que a diferença entre os motores continua significativa e colocou em dúvida a possibilidade de a Scuderia reduzir essa desvantagem ainda nesta temporada, mesmo com as atualizações permitidas pelo programa ADUO da FIA.

"Na sexta-feira, vimos que éramos os mais rápidos nas curvas, mas depois estávamos perdendo seis décimos de segundo nas retas em comparação com a Mercedes. Ontem, conseguimos reduzir boa parte dessa diferença fazendo um ótimo trabalho durante a noite. Mas hoje, além desse problema, também tivemos superaquecimento. O carro estava derrapando muito e o equilíbrio estava instável."

Hamilton explicou que chegou a acreditar que conseguiria acompanhar George Russell nas primeiras voltas, mas o desgaste dos pneus e a diferença de potência impediram a Ferrari de brigar pelas primeiras posições.

"Achei que conseguiria acompanhar o Russell, mas sofri com uma degradação muito acentuada dos pneus. E, no geral, os carros da Mercedes estavam abrindo vantagem nas retas, então você precisa forçar muito nas curvas para compensar essa diferença. Não esperava que fosse tão grande."

O heptacampeão mundial também afirmou que o desenvolvimento de uma unidade de potência exige tempo e demonstrou pessimismo quanto à possibilidade de a Ferrari alcançar a Mercedes ainda em 2026.

"Acho que a diferença é muito, muito grande. Não sei se pode ser corrigida em uma única temporada. Leva meses e meses para desenvolver, testar e implementar as mudanças necessárias."

Apesar das dificuldades, Hamilton acredita que a Ferrari ainda poderá evoluir ao longo do campeonato, mas prevê mais uma etapa complicada no próximo fim de semana.

"Acho que podemos continuar a progredir mais tarde no ano. Antes disso, temos algumas corridas difíceis pela frente. Esperamos ser mais competitivos em circuitos com muitas curvas. Se pensarmos em Silverstone, não será fácil porque também tem longas retas. Normalmente me saio bem lá, mas o problema nas retas ainda estará presente."

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