F1: Wolff aprova retorno dos motores V8 e revela planos para o futuro da categoria
Chefe da Mercedes acredita que Fórmula 1 deve aumentar novamente a participação do motor a combustão nos próximos ciclos de regulamento
Em entrevista para a RacingNews365, Toto Wolff declarou apoio ao possível retorno dos motores V8 à Fórmula 1 no próximo grande ciclo de regulamentos. Para o chefe da Mercedes, a categoria caminha para uma configuração com maior participação do motor a combustão e menor dependência da energia elétrica.
A ideia defendida pelo presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, é introduzir os V8 a partir de 2030 ou 2031, encerrando a era dos motores turbo-híbridos, iniciada em 2014. O plano prevê uma unidade de potência com cerca de 1.000 cavalos, com uma divisão aproximada de 80% da potência vinda do motor a combustão e 20% da parte elétrica.
“Esses motores são muito complexos. Estamos começando a entendê-los melhor porque eles mudaram as corridas. Alguns gostam das ultrapassagens e outros não, mas os pilotos que melhor se adaptam acabam vencendo."
O Wolff também criticou o som das atuais unidades de potência e deixou clara sua preferência por uma solução mais tradicional.
“Ben Sulayem quer um V8, que tem um bom som, e uma bateria mais limitada. Acho que esse é o caminho que a Fórmula 1 está seguindo e, como um purista, eu gosto disso."
Antes de uma mudança mais profunda, a categoria já deve aumentar gradualmente a participação do motor a combustão. Após a divisão de potência próxima de 50:50 introduzida em 2026, a F1 pretende avançar para uma proporção de 60:40 a favor do motor a combustão até 2028.
Segundo Wolff, a alteração será feita de forma progressiva porque uma mudança imediata exigiria uma reformulação significativa da arquitetura dos motores. A expectativa é de um aumento inicial de 20 kW na potência do motor a combustão, seguido por outro avanço de 50 kW em 2028.
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