F1: Vasseur alerta para impacto financeiro de possíveis cancelamentos no fim da temporada
Chefe da Ferrari destaca que equipes precisam de uma definição sobre Qatar e Abu Dhabi para organizar os gastos dentro do teto orçamentário
A indefinição sobre as duas últimas etapas da temporada de Fórmula 1, no Qatar e em Abu Dhabi, já começa a preocupar as equipes também do ponto de vista financeiro. O conflito entre Estados Unidos e Irã mantém em dúvida a realização das corridas no Oriente Médio.
O CEO da F1, Stefano Domenicali, afirmou que uma decisão não deve ser tomada antes de meados de setembro, embora a definição possa ficar para o início de outubro. Caso as provas sejam canceladas, a temporada deverá terminar na Europa, possivelmente em Imola, e não em Las Vegas.
Para Fred Vasseur, chefe da Ferrari, o principal problema está no teto orçamentário. Segundo ele, as equipes precisam saber com antecedência se terão de bancar a estrutura para duas corridas no Oriente Médio ou se poderão direcionar esses recursos para outras áreas.
“O teto orçamentário pode ser um ponto mais complicado, porque o custo de ir ao Abu Dhabi e ao Qatar para disputar duas corridas é enorme."
O dirigente acrescentou que, por questões logísticas, uma decisão coletiva precisará ser tomada até setembro, já que as equipes terão de enviar equipamentos para a região. Para Vasseur, a definição nesse período ainda permitiria às escuderias administrar os recursos necessários para as últimas corridas do campeonato.
Enquanto aguarda o desfecho, a Ferrari se prepara para sua próxima corrida em casa, o GP da Itália, em Monza, neste final de semana.
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