F1: Rafael Câmara supera rivais e fica a um décimo de Bearman em teste da Haas
Piloto superou Fornaroli e Hirakawa no Autódromo do Algarve, encerrando a sexta-feira com o segundo melhor tempo geral a bordo do VF-25
O brasileiro Rafael Câmara deu um passo crucial em sua caminhada rumo ao grid da Fórmula 1 ao concluir, nesta sexta-feira (28), dois dias de testes privados com a Haas no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, Portugal. Cotado como um dos principais nomes para assumir a vaga hoje ocupada por Esteban Ocon, o pernambucano foi o mais rápido entre os adversários avaliados pelo time norte-americano.
A sessão em Portugal fez parte do programa de testes da F1 com carros de anos anteriores, colocando os pilotos na pista com o modelo de 2025 da Haas (VF-25). A equipe não publicou os tempos oficiais.
Segundo Rafael Lopes, do GE, Ollie Bearman liderou a sessão e serviu como a grande referência do dia na ponta da tabela. Logo atrás, Rafael Câmara garantiu o segundo lugar, colado no ritmo do titular ao fechar a pouco mais de um décimo da melhor volta. Leonardo Fornaroli concluiu o teste na terceira colocação, entre 0s25 e 0s3 atrás do inglês, enquanto Ryo Hirakawa completou em quarto lugar, a cerca de quatro décimos e meio do tempo de referência.
Duelo direto pelo assento
A performance de Rafael ganha ainda mais peso pelo nível de rodagem dos adversários. Fornaroli já havia realizado testes privados com a própria Haas em Jerez, além de uma experiência recente com a McLaren no mesmo traçado de Portimão. Hirakawa, por sua vez, carrega larga carreira no endurance e participações em treinos livres oficiais da F1.
A fila de testes da equipe norte-americana ainda terá Jack Doohan, piloto que já disputou corridas na categoria pela Alpine. O australiano assumirá o mesmo VF-25 para um programa em Jerez. Entretanto, a disputa pelo assento de Ocon está centralizada entre Câmara e Fornaroli.
Embora essa tenha sido sua primeira vez guiando o carro da Haas, Rafael desembarcou no Algarve com rodagem recente com monopostos da F1. O pernambucano faz parte da academia da Ferrari há cinco anos e aproveitou os últimos meses para treinar com os italianos em Hungaroring e Barcelona, além de registrar quilometragem em Mugello dias antes de assumir o volante da Haas.
Bastidores políticos e o caminho para a F1
Mais do que a velocidade na pista, a balança política da Fórmula 1 pesa levemente a favor do brasileiro. A Haas depende dos motores, câmbio e suspensão da Ferrari para colocar seu carro no grid. Como esse acordo vai até o fim de 2027, abrir as portas para mais uma promessa de Maranello é a moeda de troca perfeita para a equipe conseguir descontos pesados e condições melhores na compra dessas peças.
Para completar, o clima interno não ajuda Esteban Ocon. O francês vem entregando resultados abaixo do que a cúpula do time esperava, o que só acelera a busca por um substituto. Câmara, que já tem engatilhado um treino livre (TL1) com a Ferrari ainda neste ano, vive um momento confortável nos bastidores: se a titularidade na Haas não fechar para 2027, ele deve assumir a vaga de reserva imediato da própria escuderia italiana para a próxima temporada.
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