F1: Tsunoda faz proposta ousada para retornar à categoria; "Me liguem, por favor!"
Japonês afirma que fez tudo o que podia para melhorar suas chances de retornar ao grid da F1 na última etapa na Holanda
O GP da Holanda de 2026 de Fórmula 1 marcou o retorno de Yuki Tsunoda ao grid após sua saída no final da temporada de 2025. O japonês foi convocado para pilotar pela Racing Bulls após Liam Lawson precisar substituir o lesionado Isack Hadjar na Red Bull. Após um 11º lugar na corrida principal em Zandvoort, Tsunoda afirmou que fez tudo o que podia para melhorar suas chances de voltar à F1 e fez um apelo às equipes para 2027.
O CEO da Racing Bulls, Peter Bayer, já havia sido informado na sexta-feira anterior à etapa na Holanda sobre a lesão no pulso de Isack Hadjar e uma possível mudança de piloto. Porém, segundo Tsunoda, ele só recebeu a ligação na terça-feira, enquanto ainda estava em uma praia na Grécia com os amigos. O japonês ressaltou estar fisicamente preparado para a substituição, embora a adaptação ao carro de 2026 ainda fosse uma grande incógnita.
Nesse aspecto, o fim de semana em Zandvoort transcorreu bem para o piloto. Tsunoda conseguiu se manter próximo dos tempos de volta do seu companheiro de equipe, Arvid Lindblad, durante todo o fim de semana. Classificou-se em 12º em ambas as sessões de qualificação e terminou a prova principal em 11º, à frente de Lindblad.
Após a corrida, Tsunoda destacou ter conseguido progredir mais rápido do que esperava. Ele afirmou que pilotou apenas quatro vezes em oito meses desde Abu Dhabi 2025, então considerou que se saiu “muito bem”. O piloto também reconheceu que a mudança dos carros de efeito solo para os equipamentos atuais havia sido bastante difícil.
Em uma pista onde o carro recarrega a bateria o tempo todo, a gestão de energia nem sequer foi o fator decisivo, mas o ajuste ainda assim foi significativo. Segundo o japonês, a parte mais desafiadora foi praticamente tudo, principalmente a degradação de pneus durante.
"Então, tudo se resumia a como me adaptar a isso, mas, honestamente, a equipe me apoiou muito. Eles facilitaram para que eu pilotasse o mais rápido possível. É uma pena que eu não tenha pontuado, mas aceito. Diria que lutei contra os oito ou nove primeiros colocados até as últimas voltas”.
A pergunta que surgiu em seguida é o que sua atuação no GP da Holanda significa para seu futuro. Antes da etapa, Tsunoda já havia indicado que a F1 continua sendo seu plano A, mas salientou que não quer passar mais um ano afastado das pistas.
"Com apenas uma corrida e algumas sessões, consegui lutar perto da zona de pontuação. Honestamente, marcar pontos teria sido melhor, mas acho que fiz o máximo que pude”.
Antes de surgir a oportunidade com a Racing Bulls, o piloto parecia estar visando a IndyCar para 2027, caso nenhuma vaga se abrisse na Fórmula 1. Mas em Zandvoort, ele demonstrou que ainda pode ser um trunfo para qualquer equipe do pelotão intermediário, mesmo com o atual regulamento.
"Com certeza é melhor ter essa oportunidade do que não ter nenhuma, e assim não poder mostrar o que posso fazer com essas regras", disse ele.
De acordo com Tsunoda, a decisão sobre uma possível permanência em tempo integral na categoria agora está nas mãos do seu empresário e das equipes que ainda não definiram suas formações para 2027.
Questionado sobre se sua atuação em Zandvoort havia fortalecido suas perspectivas, o japonês deixou um recado bem-humorado às equipes que ainda possuem vagas disponíveis: “Me liguem, por favor!”
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