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Fórmula 1

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F1: FIA define quatro zonas de modo “Reta” para o GP da Itália

Mudança na Curva Grande acontece por questões de segurança e altera o planejamento inicial das equipes.

31 ago 2026 - 08h35
(atualizado às 08h49)
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Foto: Reproduçãp / F1

A FIA definiu oficialmente as áreas do circuito de Monza onde os carros poderão utilizar o modo “Reta” durante o Grande Prêmio da Itália. Ao todo, serão quatro seções específicas ao longo da volta nas quais os monopostos poderão recorrer à configuração que permite reduzir o arrasto aerodinâmico e ganhar velocidade nas retas.

A primeira zona estará localizada na reta principal de Monza. A segunda ficará no trecho que antecede a Variante della Roggia. A terceira começará após a Lesmo 2 e seguirá até a aproximação da Variante Ascari, enquanto a quarta compreenderá a longa reta que leva à Parabolica.

Apesar de seguir o conceito apresentado anteriormente às equipes, a configuração definitiva sofreu algumas alterações em relação ao mapeamento indicativo divulgado no início da temporada. A definição inicial serviu como referência para que as equipes pudessem antecipar simulações e preparar os acertos aerodinâmicos específicos para cada circuito.

As mudanças foram discutidas entre a FIA e as equipes antes da definição final, principalmente por questões relacionadas à segurança. A principal alteração aconteceu na região da Curva Grande, também conhecida como Biassono.

No planejamento inicial, os pilotos poderiam utilizar o modo “Reta” praticamente durante toda a longa curva à direita. Na configuração aprovada para o fim de semana, porém, a FIA adotou uma abordagem mais conservadora. O sistema ficará disponível apenas no trecho essencialmente reto que antecede o ponto de frenagem da Variante della Roggia.

Foto: Fonte: Reprodução

O trecho entre a primeira variante e a Roggia possui aproximadamente 1,1 quilômetro. Uma parte significativa dessa distância poderia, inicialmente, ser percorrida com o modo “Reta” ativado. Por razões de segurança, entretanto, os últimos 560 metros, aproximadamente, permanecerão fora da zona de utilização, mesmo sendo um trecho completamente reto que termina em uma forte frenagem.

Monza terá um desafio aerodinâmico diferente em 2026

A definição das quatro zonas também pode influenciar diretamente a escolha dos níveis de carga aerodinâmica para o fim de semana. Tradicionalmente, Monza é conhecida como o circuito de maior exigência em termos de eficiência aerodinâmica, levando as equipes a utilizar asas traseiras extremamente baixas para reduzir o arrasto e alcançar altas velocidades nas longas retas.

Durante décadas, essa característica fez com que as equipes desenvolvessem configurações específicas para o GP da Itália, priorizando a velocidade máxima mesmo com uma redução considerável na carga aerodinâmica.

Com a nova geração de carros da Fórmula 1, entretanto, esse cenário passa por uma mudança. A possibilidade de utilizar o modo “Reta” em quatro diferentes pontos do circuito permite que os pilotos reduzam o arrasto em momentos específicos da volta, oferecendo às equipes maior liberdade para encontrar um equilíbrio entre velocidade máxima e carga aerodinâmica.

Na prática, isso pode fazer com que os carros não precisem adotar configurações tão extremas quanto as vistas em Monza nas temporadas anteriores. O desafio será encontrar o ponto ideal entre desempenho nas retas e estabilidade nas curvas, especialmente nas sequências de Lesmo, na Variante Ascari e na Parabólica.

Parabólica
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