F1: Red Bull questiona dados do ADUO e FIA abre nova investigação
Equipe contestou relatório que apontou seu motor na liderança
A FIA iniciou uma nova verificação dos dados do Sistema ADUO após a Red Bull questionar os resultados apresentados pela entidade aos fabricantes de motores depois do GP de Mônaco.
O relatório analisava o desempenho dos motores de combustão interna nas cinco primeiras etapas da temporada 2026 e apontava a unidade de potência da Red Bull como a mais potente do grid.
O resultado chamou atenção no paddock, principalmente porque a Mercedes é vista por muitos especialistas como a principal referência em potência de motor na Fórmula 1 atual.
Segundo informações do Motorsport.com, a avaliação não foi bem recebida pela Red Bull. Embora a equipe não tenha feito declarações públicas, dirigentes teriam demonstrado surpresa e irritação ao ver o motor da marca austríaca aparecer à frente da Mercedes no levantamento realizado pela FIA.
Diante das dúvidas levantadas pela equipe, a Red Bull solicitou uma revisão dos resultados.
O pedido levou a FIA a iniciar uma nova análise dos dados antes de divulgar oficialmente qualquer conclusão sobre o desempenho das unidades de potência.
A Federação já havia realizado uma segunda checagem interna após a primeira avaliação, mas decidiu ampliar a investigação para eliminar qualquer questionamento sobre a precisão dos resultados.
Por conta disso, nenhum comunicado oficial foi emitido desde o GP de Mônaco, apesar de a análise já ter sido compartilhada com os fabricantes.
A FIA segue convencida de que o resultado final dificilmente será alterado após a nova revisão.
Ainda assim, a entidade optou por reexaminar todo o processo para garantir transparência e evitar futuras controvérsias entre as equipes e fabricantes.
O novo procedimento de verificação começou na última segunda-feira e deve ser concluído nos próximos dez dias.
A expectativa é que o relatório definitivo seja finalizado até o fim da próxima semana, quando a FIA deverá divulgar oficialmente os resultados da análise da ADUO.
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