F1: Red Bull fica com troféu de Pierre Gasly enquanto avalia entrar com recurso
A equipe avalia recorrer da decisão que devolveu o pódio a Gasly em Mônaco, questionando a medição de velocidade no pit lane da FIA
A Red Bull ainda não entregou o troféu de terceiro lugar do GP de Mônaco para Pierre Gasly, pois ainda não decidiu se vai entrar com um recurso oficial. Na última sexta-feira em Barcelona, a Alpine conseguiu anular as punições do piloto francês, tirando Isack Hadjar do pódio. Porém, a Red Bull agora questiona o sistema de medição da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para entender se as regras estão sendo aplicadas de forma justa.
A reviravolta no resultado aconteceu depois que a Alpine provou aos comissários da FIA que houve um erro de cronometragem da própria organização da Fórmula 1 (FOM). A punição por excesso de velocidade no pit lane dada a Gasly foi baseada em uma diferença entre o tamanho real da pista naquele trecho e a distância usada pela FOM para fazer o cálculo da velocidade. Com a prova clara de que o piloto nunca passou do limite, a punição dupla foi cancelada, devolvendo o terceiro lugar para Gasly e tirando Isack Hadjar, da Red Bull, do pódio.
Apesar de a situação estar clara nos papéis, o caso gerou um clima tenso no paddock. Quebrando o costume das equipes de devolver os troféus rapidamente quando há uma mudança no resultado depois da corrida, a Red Bull preferiu segurar a taça. Ainda há um certo mistério sobre onde o troféu está, se foi levado para a etapa de Barcelona ou se ficou na sede da equipe, mas a Red Bull garante que está se organizando para entregá-lo à Alpine.
A Red Bull e a McLaren já avisaram a FIA que pretendem recorrer da decisão dos comissários. Elas têm até a manhã de terça-feira (16) para confirmar a ação. Segundo Laurent Mekies, chefe de equipe da Red Bull, o motivo da equipe não é atacar Gasly, mas sim defender uma regra clara: "Achamos que é importante para o bem do esporte entender como lidamos com punições que não podem ser contestadas durante a corrida".
"Nenhum sistema de medição no mundo é perfeito. Não existe só um jeito de medir a velocidade e todos podem ter falhas", destacou Mekies. Ele lembrou que todas as equipes se adaptaram ao sistema de radares que existe hoje e que é essencial garantir regras iguais e justas para os fãs e para todos que estão competindo.
O caso também chamou a atenção de outras garagens. A Mercedes entrou na história e pediu o direito de revisar o resultado final da prova monegasca. George Russell teve sua corrida prejudicada em Mônaco após levar uma punição muito parecida. Toto Wolff, chefe da Mercedes, defende que a equipe precisa "estar na mesa quando as decisões são tomadas", mesmo admitindo que é quase impossível que Russell recupere os pontos perdidos.
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