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Fórmula 1

F1: O mês de respiro que pode salvar o ano de 5 equipes

O mês sem corridas antes de Miami dá a Aston Martin, Williams, Red Bull, Audi e McLaren o tempo ideal para resolver falhas críticas

6 abr 2026 - 09h55
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Foto: Alastair Staley / Red Bull Content Pool

A paralisação surpresa de um mês no calendário da temporada 2026 da Fórmula 1 pode ser frustrante para quem está embalado no topo, mas é um verdadeiro alívio para as equipes que começaram o ano com problemas. Com a próxima corrida marcada apenas para o Grande Prêmio de Miami, o tempo extra se tornou a oportunidade perfeita para que cinco equipes voltem às fábricas, mergulhem nos dados e busquem soluções urgentes para os defeitos de desempenho, motor e chassi que têm comprometido seus resultados nas pistas.

McLaren

Apesar de Oscar Piastri ter conquistado um ótimo segundo lugar no Japão, as aparências enganam. A McLaren ainda sofre com uma desvantagem considerável de performance e confiabilidade em relação à Mercedes (sua fornecedora de motores). Lando Norris, por exemplo, já precisou instalar sua terceira e última bateria permitida no ano. Além disso, o chassi possui fraquezas que foram mascaradas pela falta de granulação de pneus em Suzuka. A equipe trabalhará duro nesta pausa para levar um pacote de atualizações substancial para Miami.

Audi

Em sua temporada de estreia, a Audi tem mostrado ritmo de carro pelotão da frente, mas somou apenas dois pontos e amarga a oitava posição no campeonato. O grande vilão? As largadas. Com um problema de design no turbo que o impede de acelerar rápido o suficiente, a equipe despenca no grid quando as luzes se apagam, Nico Hülkenberg já perdeu incríveis 19 posições nas primeiras voltas deste ano, e o brasileiro Gabriel Bortoleto também tem sofrido. A equipe usará o mês para tentar mitigar o problema com novas estratégias de uso de bateria.

Red Bull

As promessas de pré-temporada ficaram para trás e a Red Bull é, hoje, apenas uma distante quarta força. A unidade de potência tem problemas de entrega de energia, mas o pior cenário está no carro em si. O jovem Isack Hadjar classificou o chassi como "terrível", relatando que o comportamento transita agressivamente do subesterço para o sobreesterço. Essa imprevisibilidade tira a confiança até mesmo de Max Verstappen. Sem saber exatamente como deixar o carro mais rápido, o tempo extra para focar no simulador e desenvolver peças é vital.

Williams

Para a tradicional equipe britânica, a missão neste mês sem corridas é muito mais clara e direta: fazer o carro emagrecer. A Williams iniciou o ano significativamente acima do peso mínimo estipulado, o que resulta em perda direta de tempo de volta (estar 10kg acima do peso custa cerca de três a quatro décimos por volta). Com a queda de etapas do Oriente Médio, a equipe ganha um alívio financeiro no teto de gastos, por evitar quebras em pista, e foca inteiramente em seu programa de redução de peso para chegar bem mais competitiva aos Estados Unidos.

Aston Martin

A lista de tarefas da Aston Martin e da Honda é imensa. A montadora japonesa precisa esperar a janela da FIA abrir no próximo mês para fazer grandes atualizações de performance no motor, mas tentará aproveitar a pausa de abril para melhorar urgentemente a sua estratégia de gerenciamento de energia. No lado aerodinâmico e estrutural, a equipe de Silverstone corre contra o relógio para resolver problemas de vibração, tirar peso do carro e entender por que a performance em alta velocidade está tão ruim, apesar de todo o potencial prometido pela chegada de Adrian Newey.

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