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Fórmula 1

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F1: Mercedes avalia punição estratégica para Antonelli em Monza após problemas de confiabilidade

Toto Wolff admite que equipe estuda o melhor momento para trocar a unidade de potência de Kimi Antonelli e George Russell.

6 ago 2026 - 10h57
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Foto: Reprodução / F1

A Mercedes já começa a planejar uma das decisões estratégicas que podem influenciar a reta final da temporada 2026 da Fórmula 1. Diante dos recorrentes problemas de confiabilidade da unidade de potência, a equipe admite que Kimi Antonelli e George Russell podem precisar cumprir punições no grid por exceder o limite de componentes do motor.

O chefe da equipe, Toto Wolff, revelou que Monza desponta como uma das principais alternativas para a troca da unidade de potência de Antonelli. Apesar de significar uma largada no fundo do grid em sua corrida de casa, o dirigente acredita que a estratégia pode reduzir a pressão sobre o líder do campeonato e permitir uma recuperação ao longo da prova.

"Precisamos decidir quando isso acontecerá e em quais pistas. Para Kimi, Monza pode ser um bom lugar para aceitar uma penalização por troca de motor", afirmou Wolff.

Antonelli recebeu um novo motor de combustão interna durante o GP da Bélgica após a Mercedes identificar um possível problema na unidade utilizada anteriormente. Com isso, o italiano chegou ao limite regulamentar de quatro motores de combustão e quatro sistemas de escapamento permitidos para a temporada. A utilização de um quinto componente resultará em uma punição de 10 posições no grid, podendo chegar a 20 posições caso ambos sejam substituídos simultaneamente.

Além disso, o piloto também passou a utilizar um segundo MGU-K e um quinto componente auxiliar da unidade de potência, aproximando-se do limite estabelecido pelo regulamento.

George Russell vive situação semelhante. Após um problema de perda de pressão de água durante a classificação do GP da Hungria, o britânico precisou instalar sua quarta unidade de potência da temporada. Qualquer nova troca de componentes principais poderá resultar em punições nas próximas etapas.

Apesar do cenário, Wolff ainda espera evitar as penalidades.

"Ainda tenho esperança de que não precisemos aceitá-las. Mas nossa confiabilidade não tem sido boa. Vamos avaliar se será necessário ou não", explicou.

Monza, conhecida pelas longas retas e pelas oportunidades de ultrapassagem, é vista internamente como uma pista capaz de minimizar os danos de uma largada no fim do pelotão, especialmente em um carro competitivo como o W17.

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