F1: Mekies minimiza papel em triunfo da Red Bull em Monza
Chefe da equipe preferiu dar crédito ao time e a Verstappen, mas bastidores revelam influência importante na conquista
Após a vitória de Max Verstappen no GP da Itália, Laurent Mekies surpreendeu a todos ao afirmar que sua contribuição para o resultado foi “zero”. A modéstia do novo chefe da Red Bull arrancou risos no paddock, mas também levantou questionamentos sobre o verdadeiro alcance de sua atuação.
Embora destaque o esforço coletivo das 1.500 pessoas que trabalham no desenvolvimento do carro, Mekies foi elogiado por Verstappen e Helmut Marko. O piloto ressaltou a importância das perguntas do francês durante a corrida, enquanto o consultor afirmou que a equipe deixou de seguir cegamente as simulações, adotando uma filosofia mais equilibrada entre dados e sensibilidade dos pilotos.
Em Monza, a Red Bull contou com um pacote aerodinâmico específico, fruto de aprendizados do ano anterior, mas a execução nas pistas foi crucial. Verstappen insistiu em manter a configuração de baixa adarência, e Mekies apoiou o diálogo entre piloto e engenheiros. Essa sintonia mostrou que, mesmo sem revolucionar o carro, a presença de Mekies teve impacto operacional direto.
A postura discreta do chefe também reflete o momento político da Red Bull. Após meses de disputas internas envolvendo Christian Horner, Mekies busca um estilo de gestão menos centralizador, compartilhando os holofotes com engenheiros e técnicos. O gesto de colocar Pierre Wache no pódio ilustra sua estratégia de valorizar a equipe como um todo.
No fim, a contribuição pode não ser “zero”, como Mekies insiste, mas sua escolha por dividir méritos transmite liderança e inteligência emocional.