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Fórmula 1

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F1: Hamilton critica regras de 2026 e admite dificuldade para entender nova gestão de energia

Piloto afirma que mudanças nas unidades de potência tornaram a F1 mais difícil de entender para fãs e competidores.

13 jul 2026 - 11h32
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Foto: Reprodução / F1

Lewis Hamilton voltou a comentar os desafios impostos pelo novo regulamento técnico da Fórmula 1 em 2026. O heptacampeão mundial afirmou que as mudanças nas unidades de potência tornaram a categoria mais complexa tanto para os pilotos quanto para o público, principalmente por causa do novo sistema de gerenciamento de energia.

Com a retirada do MGU-H, componente responsável por recuperar energia dos gases de escape, os carros passaram a depender exclusivamente da frenagem, dos momentos em que o piloto tira o pé do acelerador e do novo modo de recuperação de energia, conhecido como "super clipping". Além disso, o regulamento determina uma divisão próxima de 50% entre a potência do motor a combustão e a energia elétrica, enquanto o MGU-K teve sua potência elevada para 350 kW.

Na prática, os pilotos precisam administrar constantemente a carga da bateria durante a volta. Em muitos casos, isso significa aliviar o acelerador e economizar energia antes mesmo das zonas de frenagem, inclusive durante voltas rápidas da classificação.

Em entrevista ao programa StarTalk, gravada durante o Grande Prêmio de Miami, Hamilton afirmou que o novo conceito mudou completamente a forma de pilotar.

"É muito difícil para os fãs entenderem completamente, e também é difícil para nós, porque o objetivo quando você dirige um carro de Fórmula 1 é levá-lo ao limite."

O britânico explicou que, diferentemente do que acontecia nos regulamentos anteriores, agora nem sempre acelerar ao máximo representa a estratégia mais eficiente.

"Quanto mais rápido você faz uma curva, mais tempo deveria ganhar em relação aos outros. Agora, como temos uma quantidade limitada de bateria, estamos constantemente recarregando quando tiramos o pé do acelerador. Depois, quando aceleramos, usamos essa energia."

Segundo Hamilton, essa nova dinâmica faz com que até trechos de alta velocidade precisem ser administrados com cautela para garantir energia suficiente nas retas seguintes, tornando o comportamento dos carros muito diferente do que pilotos e torcedores estavam acostumados a ver.

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