F1: FIA deve cancelar etapas afetadas por conflito no Oriente Médio, diz imprensa europeia
Guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos acendeu alerta sobre os GPs do Bahrein e Arábia Saudita, que deverão deixar o calendário de 2026
A escalada do conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos levou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) a cancelar duas das etapas do campeonato mundial de Fórmula 1 de 2026, aponta a imprensa europeia: segundo as publicações, a FIA decidiu por não realizar os GPs do Bahrein e Arábia Saudita.
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A informação foi repercutida por veículos como Sky Sports, ESPN e Reuters, enquanto a FIA e a F1 ainda não se manifestaram sobre os cancelamentos. A expectativa é de que a decisão seja anunciada no próximo domingo, 15, após o fim do Grande Prêmio da China.
De acordo com a programação original do calendário de 2026 da Fórmula 1, o Bahrein receberia a quarta etapa da temporada, entre os dias 10 e 12 de abril. Pouco antes do início do conflito, o país também foi palco da pré-temporada da elite do automobilismo mundial.
A Arábia Saudita sediaria o Grande Prêmio seguinte, entre 17 e 19 de abril, em Jedá. Ambos os países acabaram atingidos por bombardeios iranianos, em retaliação aos ataques coordenados realizados por Israel e Estados Unidos.
Logo no início do conflito, em 28 de fevereiro passado, um míssil do Irã acertou uma base naval dos EUA localizada a 30 km do Circuito de Sakhir, no Bahrein.
Em substituição às etapas afetadas pela guerra, a FIA chegou a sondar a substituição pelas pistas de Ímola, na Itália, e Portimato, em Portugal, que já receberam Grandes Prêmios de Fórmula 1 antes.
Mas a proximidade de datas e falta de tempo hábil levou a federação a optar pela não realização de ambas as etapas e, assim, o calendário de 2026 da Fórmula 1 passará a ter 22, e não 24 etapas.