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Fórmula 1

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F1: As marcas históricas que a temporada 2026 ainda pode reescrever

De Antonelli em busca do título mais precoce da história a Hamilton mirando o oitavo troféu, o segundo semestre guarda marcas em jogo.

30 jul 2026 - 18h23
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Foto: Scuderia Ferrari / Reprodução

O GP da Hungria fechou a primeira metade da temporada 2026 com Lando Norris na frente, seguido por Max Verstappen e Kimi Antonelli. Charles Leclerc terminou em quarto e Lewis Hamilton em quinto, penalizado em cinco segundos. No campeonato, quem segue na ponta é justamente Antonelli, com 219 pontos, cinquenta à frente de Hamilton, na Ferrari, e 59 sobre George Russell.

Com a Fórmula 1 de folga até a retomada em agosto, é hora de olhar para frente. Mais do que a briga pelo título, a segunda metade de 2026 pode mexer em recordes históricos que resistem há décadas na categoria.

O mais chamativo é o de campeão mais jovem da história, hoje nas mãos de Sebastian Vettel, campeão em 2010 aos 23 anos e 4 meses. Antonelli, nascido em agosto de 2006, fecharia o ano com pouco mais de 20 anos caso confirme a liderança. Se isso acontecer, o recorde de Vettel cairia por uma margem de mais de três anos, algo inédito na história do esporte.

O italiano já vem colecionando marcas em 2026. Tirou de Vettel o posto de pole mais jovem, tornou-se o líder mais precoce do Mundial e, em Mônaco, superou Hamilton como vencedor mais jovem do GP, recorde que durava desde 2008. Também foi o primeiro piloto a transformar suas quatro primeiras vitórias na F1 em uma sequência direta, à frente de nomes como Fernando Alonso e o próprio Verstappen.

Do outro lado da tabela, Hamilton ainda sonha com o oitavo título mundial, o que romperia o empate com Michael Schumacher em sete conquistas e faria dele o piloto mais titulado da história, isolado. Mesmo distante na pontuação, o britânico já afirmou publicamente que não descarta a briga caso a Ferrari evolua o carro no segundo semestre. Se vencer, aos 41 anos, Hamilton também entraria no grupo dos campeões mais velhos de todos os tempos, atrás apenas de Juan Manuel Fangio e Nino Farina.

Hamilton persegue ainda o recorde de Grand Slams, a combinação de pole, liderança em todas as voltas, vitória e volta mais rápida na mesma corrida. Ele está empatado com Verstappen na marca histórica, e uma nova conquista o colocaria isolado como recordista da categoria.

Fernando Alonso, o mais velho do grid aos 45 anos, já não depende de resultados para seguir fazendo história. O espanhol é o recordista absoluto de Grandes Prêmios disputados, com mais de 400 corridas, e também lidera o ranking de distância total percorrida na Fórmula 1. Mesmo com apenas um ponto somado até aqui, cada corrida da Aston Martin amplia essas marcas.

No campeonato de construtores, a Mercedes soma 379 pontos contra 307 da Ferrari, uma vantagem expressiva. Como 2026 estreou um novo regulamento técnico, comparações diretas com temporadas anteriores pedem cautela, mas a equipe alemã caminha para um dos domínios mais sólidos da era recente caso mantenha o ritmo até Abu Dhabi.

Com Norris, Verstappen e a McLaren ainda vivos na briga, a segunda metade da temporada promete. Entre a disputa pelo título e a corrida silenciosa contra os livros de recordes, a Fórmula 1 caminha para um fechamento de ano capaz de reorganizar boa parte de sua história.

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