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Fórmula 1

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Cinco anos de Mission 44 mostram o legado de Hamilton além da Fórmula 1

Com investimento pessoal de £20 milhões, Hamilton transformou sua experiência no automobilismo em um projeto global de impacto social

30 jul 2026 - 10h28
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Foto: Divulgação / Mission 44

Enquanto segue escrevendo sua história dentro da Fórmula 1, Lewis Hamilton constrói há cinco anos um legado que vai muito além dos recordes e títulos. Nesta semana, a Mission 44, fundação criada pelo heptacampeão mundial em 2021, completa seu quinto aniversário consolidada como uma das principais iniciativas sociais ligadas ao automobilismo.

Criada com um investimento inicial de £20 milhões feito pelo próprio Hamilton, a organização nasceu a partir das experiências vividas pelo britânico durante a infância e ao longo da carreira. Único piloto negro da história da Fórmula 1, Hamilton enfrentou episódios de discriminação e sempre defendeu que talento não deveria ser limitado pela falta de oportunidades.

O nome da fundação faz referência ao número 44, utilizado por Hamilton desde o início da carreira, e simboliza justamente a mensagem de que jovens podem alcançar seus objetivos independentemente de sua origem.

Desde sua criação, a Mission 44 concentra seus esforços em três áreas principais: tornar a educação mais inclusiva, ampliar o acesso de jovens a carreiras em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), especialmente no automobilismo, e incentivar que eles participem ativamente das mudanças em suas comunidades. A organização trabalha em parceria com escolas, universidades, empresas e entidades sociais para combater desigualdades estruturais e criar oportunidades de longo prazo.

Um dos projetos de maior destaque é o programa de bolsas de estudo em engenharia do automobilismo, desenvolvido em parceria com a Royal Academy of Engineering. A iniciativa financia cursos de pós-graduação, oferece mentoria e aproxima estudantes da indústria, permitindo que jovens de grupos historicamente sub-representados ingressem em equipes e empresas do setor.

Os resultados já começaram a aparecer. Alguns dos primeiros bolsistas da Mission 44 hoje trabalham em equipes e empresas ligadas à Fórmula 1, como a Lily Owuye (Red Bull Advanced Technologies) e o Chris Tagnon (Aston Martin Performance Technologies), demonstrando o impacto concreto da iniciativa na diversificação do esporte. Além disso, a fundação já alcançou mais de 550 mil jovens ao redor do mundo e destinou mais de £9 milhões em bolsas e financiamentos para projetos sociais e educacionais.

Nos últimos anos, a Mission 44 também ampliou sua atuação internacional. Além do Reino Unido, a fundação passou a desenvolver programas nos Estados Unidos e no Brasil, promovendo eventos durante etapas da Fórmula 1, financiando organizações voltadas à educação e fortalecendo iniciativas para aproximar estudantes das áreas de tecnologia e engenharia. Parcerias recentes com empresas como IBM, HP, American Express e Snapdragon ajudaram a expandir ainda mais esse alcance.

Hamilton costuma dizer que criar a Mission 44 é uma de suas maiores realizações. Para o piloto da Ferrari, o objetivo nunca foi apenas aumentar a diversidade na Fórmula 1, mas contribuir para que milhares de jovens tenham acesso às oportunidades que muitas vezes lhe pareciam impossíveis quando era criança.

Cinco anos depois, a fundação se tornou uma das maiores referências de impacto social entre atletas em atividade, mostrando que o legado de Hamilton não será medido apenas por vitórias, poles ou campeonatos, mas também pelas portas que ajudou a abrir para as próximas gerações.

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