Em entrevista, Massa relembra auge na Ferrari e admite futuro na Stock Car
A Ferrari divulgou nesta quarta-feira em seu site oficial uma entrevista de Felipe Massa ao jornal esportivo italiano Gazzetta dello Sport, na qual prepara sua “despedida” ao piloto brasileiro. Ao longo da sabatina, Massa lembra a vitória no Grande Prêmio do Brasil de 2006, o vice-campeonato na temporada 2008 da Fórmula 1, o acidente quase fatal no GP da Hungria do ano seguinte e algumas passagens peculiares pela equipe.
Questionado sobre o melhor momento de seus anos com a Ferrari, o brasileiro destacou a temporada de 2008, que terminou com o segundo lugar no Mundial de pilotos “com muitas vitórias e poles”. “Mas o dia que sempre irá ficar comigo foi minha primeira vitória no Brasil (2006)”, disse o brasileiro.
“Para um brasileiro, vencer em casa é como ser campeão. Lembra de Senna? Quando ele venceu em Interlagos (1991), eu fiquei mais feliz do que quando ele foi campeão! Aprendi a correr em Interlagos, cresci lá. Vencer lá com a Ferrari usando um macacão verde e amarelo (e não o vermelho) foi o melhor momento da minha vida”, apontou.
Felipe Massa ainda destacou o comportamento honesto e a dedicação como os segredos para permanecer tanto tempo na Ferrari, e se lembrou do primeiro contato com a equipe. “Foi no começo de 2001, e eu estava saindo de uma temporada na Fórmula Renault com a (equipe) Cram. Fui me encontrar com Jean Todt (então chefe de equipe) usando paletó e gravada. Foi muito nervoso, eu estava tremendo”, disse.
Massa ainda foi questionado se o acidente no Grande Prêmio da Hungria em 2009, quando foi atingido na cabeça por uma peça que se soltou do carro de Rubens Barrichello, mudou suas prioridades na vida – e negou. “Eu apenas valorizo mais a vida agora, porque você sempre acha que nada vai acontecer, até que...”, explicou.
Na hora de avaliar seus chefes na Ferrari, não economizou elogios: apontou Luca di Montezemolo como “uma pessoa de grande coração”, Jean Todt como o “melhor professor”, Stefano Domenicali como “um amigo”, e o engenheiro Rob Smedley como alguém que “desempenhou um papel importante em minha carreira”.
De quebra, ainda apontou Fernando Alonso como um companheiro mais forte que Michael Schumacher, heptacampeão mundial. “Schumacher era rápido, mas, em termos de inteligência, Alonso é melhor – ele administra melhor e consegue encaixar tudo perfeitamente”. Além disso, garantiu que “merecia o título” de 2008, “considerando a temporada e tudo que aconteceu”.
Sobre o futuro pós-Ferrari, Felipe Massa não comentou. Mas analisou o que pode fazer após a Fórmula 1, colocando os carros de turismo como opções. “Eu amo correr. É parte da minha vida e me faz feliz. Talvez após a F1 eu tente a sorte em alguma outra categoria, (como) a DTM ou a Stock Car Brasil”, admitiu.