Com contrato de mais dois anos, Liuzzi vive incertezas na Hispania
16 jan2012 - 14h07
(atualizado às 15h02)
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Assim como a Williams, a Hispania ainda não anunciou um dos pilotos que correrá pela escuderia na temporada 2012 da Fórmula 1. Com contrato até 2013, o italiano Vitantonio Liuzzi ainda vive incertezas quanto a sua permanência na equipe e culpa a situação financeira por dificuldades de anunciar quem ocupará o posto de piloto ao lado de Pedro de la Rosa.
"No momento tudo ainda está vago. O maior problema é que o time não tem fundos e precisa encontrar dinheiro para ter dois pilotos", disse ao site italiano 422race.
A difícil situação financeira envolve não somente a escuderia espanhola, mas também os patrocinadores do piloto. Outro fator que preocupa Liuzzi é que seu contrato foi assinado quando os donos do time eram outros.
"No momento, ainda estou ligado à HRT porque tenho contrato para mais dois anos. Eles querem manter Pedro e eu, mas infelizmente a situação econômica na Fórmula 1, assim como no resto do mundo, esta difícil e eles devem levar isso em conta", acrescentou o piloto italiano.
Liuzzi ainda considera a possibilidade de participar da equipe em outra função, que não seja a de piloto titular. "Eu tenho certeza que vou continuar envolvido com a HRT", afirmou. O italiano pode assumir a posição de reserva ou de conselheiro.
Vitantonio LIUZZI (Itália)Tem algum talento, mas não conta com o apoio de grandes patrocinadores; sem vaga, deve deixar a Fórmula 1
Nem mesmo as equipes mais fortes da da Fórmula 1 estão livres de fiascos: ao longo da história, McLaren, Ferrari, Williams, Brabham, Honda, Tyrrell, Lotus e muitos outros times colocaram em pista carros que foram verdadeiros fracassos na briga por vitórias e títulos, e que facilitaram - e muito - a vida dos rivais. Relembre aqui algumas das principais decepções entre tais modelos:
Foto: Getty Images
McLaren M26 (1978)A equipe já era campeã mundial e tinha James Hunt, dono do título de 1976, no comando; mesmo assim, conseguiu apenas 15 pontos e o oitavo lugar geral na temporada, na qual o melhor resultado foi o terceiro lugar de Hunt no GP da França
Foto: Getty Images
Brabham BT 48 (1979)Mesmo com Niki Lauda (substituído por Nelson Piquet no fim da temporada) e Ricardo Zunino, o carro não emplacou: teve como melhor resultado o quarto lugar em dois GPs e terminou a temporada com apenas sete pontos
Foto: Getty Images
McLaren M28 (1979)Outro fracasso: com John Watson (Grã-Bretanha) e Patrick Tambay (França) a bordo, o time chegou a abrir a temporada com um terceiro lugar na Argentina, mas terminou o ano com 15 pontos e sem uma vitória sequer
Foto: Getty Images
Ferrari 312T5 (1980)Considerado a pior variante do modelo 312T, desenhado por Mauro Forghieri, o carro de de Jody Scheckter e Gilles Villeneuve era lento e pouco confiável - resultado, somou oito pontos ao longo do ano e teve como melhor desempenho o quinto lugar
Foto: Getty Images
Tyrrell 010 (1980)Em 1980, a Tyrrell terminou uma temporada sem vencer pela primeira vez em sua história, e boa parte da culpa é deste fraco modelo; a partir daí, a equipe só voltou a ter bons momentos com Michelle Alboreto, até deixar a F1 em 1998
Foto: Getty Images
Brabham BT54 (1986)O carro não fez feio em 1985, quando Nelson Piquet venceu com ele o GP da França; no ano seguinte, porém, Riccardo Patrese, Elio de Angelis e Derer Warwick fracassaram, conquistando míseros dois pontos - ambos com Patrese
Foto: Getty Images
Ligier JS35 (1991)Para uma equipe que venceu corridas e brigou por títulos na década de 70, o ano de 1991 foi bem fraco a Ligier: sem somar pontos pelo segundo ano seguido, o time francês viu Thierry Boutsen (foto) e Érik Comas ficarem atrás de rivais como Dallara, Lola e Leyton House
Foto: Getty Images
Ferrari F92A (1992)Na entressafra que a Ferrari viveu nas décadas de 80 e 90, o carro de 1992 se destacou: com Jean Alesi e Ivan Capelli (depois, Nicola Larini), somou 21 pontos, conseguiu dois terceiros lugares (ambos com Alesi) e andou abaixo dos desempenhos de 1991 (55,5 pontos) e 1993 (28, com três pódios)
Foto: Getty Images
Lotus 107C (1994)A Lotus vinha em queda livre desde o fim da década de 80, e a temporada de 1994 tratou de colocar uma pá de cal no tradicional time de Colin Chapman: com seis pilotos ao longo do ano, dois modelos (a Lotus 109 entrou em ação no decorrer do ano) e sem somar pontos pela primeira vez em sua história, a Lotus acabava deixando a F1 no fim de 1994, voltando apenas em 2010
Foto: Getty Images
Lola T97/30 (1997)O último grande fracasso da história recente da história da Fórmula 1: o projeto de volta da escuderia era para 1998, mas a pressão dos patrocinadores fez com que o modelo saísse do papel um ano antes, mal projetado e com poucos testes. Resultado: um carro que se arrastava na pista, que estourou a regra dos 107% de tempo no treino para o GP da Austrália e que nem mesmo disputou as outras provas da temporada
Foto: Getty Images
Williams FW21 (1999)Com cinco títulos de construtores em seis temporadas na década de 90 (1992, 1993, 1994, 1996 e 1997), o time de Frank Williams buscava reagir depois de passar o ano sem vencer em 1998. Contratou Alessandro Zanardi (foto), em boa fase na Fórmula Indy... Mas não evoluiu, terminando a temporada em quinto lugar
Foto: Getty Images
Jaguar R1 (2000)Ao assumir a vaga da ascendente Stewart, em 2000, a Jaguar prometia bons resultados. No entanto, o que se viu foi um fracasso: na primeira temporada, somou míseros quatro pontos e ficou com o nono lugar da temporada - nada perto dos 36 pontos que a Stewart somou em 1999, quando foi a quarta colocada
Foto: Getty Images
Benetton B201 (2001)Na última temporada da equipe antes de virar Renault, a Benetton teve seu pior desempenho da história, com 10 pontos e um único pódio; o carro, projetado por Mike Gascoyne, passou boa parte do ano brigando com a Minardi pelas últimas vagas no grid de largada
Foto: Getty Images
McLaren MP4-19 (2004)Ter a Ferrari como adversária não ajudou ninguém na F1 em 2004, temporada em que a equipe italiana venceu 15 das 18 etapas; mas a McLaren teve um desempenho ainda pior, somando 69 pontos e terminando o ano atrás ainda de BAR (119 pontos), Renault (105) e Williams (88)
Foto: Getty Images
Jordan EJ15 (2005)Depois de brigar por vitórias e títulos na década de 90, a equipe de Eddie Jordan se despediu da Fórmula 1 com seu pior carro em quase duas décadas; o time somou 12 pontos no ano, sendo que 11 deles foram no fatídico GP dos EUA com seis carros, com Tiago Monteiro em terceiro e Narain Karthikeyan em quarto
Foto: Getty Images
McLaren MP4-21 (2006)A temporada parecia indicar McLaren e Williams decadentes, mas a equipe de Ron Dennis deu a volta por cima nos anos seguintes; em 2006, porém, o time somou "apenas" 110 pontos (contra 206 da campeã Renault) e não venceu nem uma corrida sequer - contra oito do ano seguinte
Foto: Getty Images
Honda RA107 (2007)A Honda prometia muito para 2007, depois de conquistar sua primeira vitória no ano anterior; porém, a perda de patrocínio atrapalhou e muito no desenvolvimento do carro, e depois de somar 86 pontos em 2006, tudo que a equipe de Rubens Barrichello conseguiu na temporada seguinte foram seis pontos
Foto: Getty Images
Honda RA108 (2008)O fiasco de 2007 não foi suficiente para a Honda aprender, e em 2008, a equipe japonesa repetiu a receita do fracasso: sem patrocinadores, projetou um carro fraco e conquistou míseros 14 pontos - o ponto alto foi o surpreendente terceiro lugar de Rubens Barrichello no Grande Prêmio da Inglaterra
Foto: Getty Images
Renault R29 (2009)Depois de conquistar os títulos de construtores e pilotos com Fernando Alonso em 2005 e 2006, a equipe esperava a volta do espanhol - na McLaren em 2007 - para voltar a colher sucessos; Alonso, porém, conseguiu apenas duas vitórias em 2008 (uma delas, no polêmico GP de Cingapura) e nenhuma em 2009, quando somou só 26 pontos
Foto: Getty Images
Williams FW33 (2011)A equipe de Frank Williams vem em queda livre nos últimos anos, e o carro de 2011 foi prova disso: sem patrocínios fortes (exceção da petrolífera venezuelana PDVSA), o time foi nono lugar da temporada, com apenas cinco pontos - em 2010, quando Nico Hulkenberg ocupava a vaga de Pastor Maldonado, foram 69