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Fórmula 1

CEO da Alfa Romeo: “Temos o melhor retorno da F1”

Em entrevista à Autosport, o chefe da Alfa Romeo diz que o investimento na F1 vale a pena e que a marca não deixará as competições

13 set 2023 - 17h01
(atualizado às 17h02)
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Guanyu Zhou em Monza com o C43
Guanyu Zhou em Monza com o C43
Foto: Alfa Romeo F1 Team / Twitter

Jean-Phillipe Imparato, CEO da Alfa Romeo, é conhecido por ser um gestor implacável e um louco por automobilismo. Para ter ideia, sua gestão anterior foi no braço esportivo da Peugeot e aprovou a entrada da marca francesa no FIA WEC.

Sua missão na Alfa Romeo era complicada: ressignificar uma marca famosa no cenário mundial e que caminhava para a irrelevância, volta e meia sendo cotada para venda. Além disso, tinha o acordo de patrocínio com a Sauber, que previa que a montadora dava nome ao time.

Neste momento, a Alfa Romeo está em tese deixando a F1 com o final do acordo com a Sauber, já que esta agora tem a Audi como uma de suas acionistas. Em Monza, o jornalista Adam Cooper, da Autosport, teve uma entrevista com Imparato e este descortinou a situação da Casa de Arese.

Valtteri Bottas e Jean-Philippe Imparato na apresentação do C43 este ano
Valtteri Bottas e Jean-Philippe Imparato na apresentação do C43 este ano
Foto: Jean-Phelippe Imparato / Twitter

“No fim do dia, é uma decisão dos acionistas da Sauber. E uma de nossas funções aqui é não levar para o lado pessoal em respeito à decisão, sem emoções sobre o lado empresarial. Os acionistas tomaram uma decisão e o mínimo que podemos fazer é respeitar. A propósito, nós a apoiamos. Então, nos levou a fazer um movimento. Quem pode falar algo sobre isso? Ninguém”

O acordo da Alfa Romeo com a Sauber ainda veio na gestão Sergio Marchionne à frente do grupo FCA. Inicialmente, era por uma temporada e foi estendido. De acordo com Imparato, foi algo que deu muitos resultados:

“Para mim, este é o melhor retorno do paddock em termos de investimento. É bem claro para a Alfa Romeo, graças ao modelo de negócio, que se faça justiça, foi concebido por Sergio Marchionne. E temos que lembrar disso sempre”.

“Consideramos com Carlos Tavares (CEO da Stellantis, controladora da Alfa) que temos o melhor modelo de negócio da F1 e ainda diria a melhor estrutura de patrocínio de todos os tempos. Em termos de modelo de negócio para a Alfa Romeo, em termos de investimento e retorno, é o melhor. É não esqueça disso”.

Até hoje, nunca foi revelado o valor envolvido. Estima-se que a Alfa Romeo paga entre US$ 30 a 40 milhões anuais para dar nome ao time suíço, que segue fazendo a operação de competições. Inicialmente, se falava que a marca daria alguma colaboração técnica para o time. Mas o que aconteceu efetivamente foi o apoio da Sauber no desenvolvimento do Alfa GTA e da linha GTAm.

Aluni Bravo (chefe de equipe F1) e Imparato no Centro de Estilo da Alfa Romeo
Aluni Bravo (chefe de equipe F1) e Imparato no Centro de Estilo da Alfa Romeo
Foto: Jean-Philippe Imparato / Twitter

Com o final do acordo, a pergunta que se faz é: o que a Alfa Romeo fará de seu futuro no automobilismo?

Imparato é categórico em dizer que a Alfa Romeo não se afastará das competições, já que faz parte do DNA da marca. Entretanto, não há ainda uma resposta certa. Ele mesmo diz que havia definido um limite em julho para dar andamento, mas que tudo está em aberto. (falamos nisso aqui)

Ficar na F1 é uma das opções na mesa. Afinal de contas, Imparato é claro que reconhece o papel da categoria e o trabalho feito nos últimos anos para tornar algo atraente para todas as partes. Mas existem condicionantes para isso.

Primeira, é que o foco da Alfa Romeo está na modernização de sua gama, que passa por eletrificar seus carros. Hoje, a marca está alinhada no segmento premium e suas vendas estão na casa de 20 mil unidades/ano. Felizmente, as contas fecham, mas é pouco.

Segundo, é que para que a Alfa Romeo possa seguir na F1, tem que haver uma equipe com motor Ferrari. Segundo Imparato, esta é a única condição que seu chefe Tavares coloca. Desta forma, sobra somente a Haas. Mas a equipe americana já conta com um acordo de patrocínio e naming rights com a MoneyGram. Não é de hoje que esta possibilidade é aventada e falamos nela tempos atrás . Mas Imparato não crava nada.

Outra possibilidade é o FIA WEC. Esta carta foi lançada mais cedo e acabou adormecendo. Mas o lançamento do 33 Stradale acabou sendo a faísca para mais especulações. De acordo com Imparato, a nova fase do campeonato chama a atenção e a Alfa tem história aqui.

Imparato na apresentação oficial do 33 Stradale
Imparato na apresentação oficial do 33 Stradale
Foto: Jean-Philippe Imparato / Twitter

Mas como ele bem lembrou, é preciso ver pois a Peugeot, marca do grupo, também faz parte do FIA WEC. Só que Imparato ressalta que qualquer ação seria feita com os ativos da Stellantis. Desta forma, deixa no ar a possibilidade de haver uma colaboração intramuros para que os italianos também fossem para o Endurance.

Só resta aguardar a decisão para ver que lado a Alfa Romeo seguirá...

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